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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Elevadores sem cabos e que se movem horizontalmente


       Você teria coragem de entrar em um elevador que não é sustentado por cabos? E mais: que se baseia em um sistema que permite mais de uma cabine por poço e até mesmo locomoção horizontal? É uma ideia pra lá de futurista, mas já não tanto: a alemã ThyssenKrupp, tradicional fabricante de elevadores, acaba de apresentar uma tecnologia que vislumbra justamente estas possibilidades.
     Batizado de “Multi”, a invenção faz com que os elevadores utilizem levitação magnética (maglev) para se locomover, assim como determinados trens-bala do Japão. Em outras palavras, um poderoso sistema de imãs responde pela movimentação das cabines, dispensando os tradicionais mecanismos de impulsionamento por cabos.
     A ThyssenKrupp explica que o Multi funciona como um sistema circular contínuo, algo como um carrossel, fazendo uma comparação grosseira. Como há uma via de subida e outra de descida, pode-se colocar vários elevadores no sistema – na tecnologia atual, o máximo são dois.
     Se o elevador não desce pelo mesmo caminho que sobe, como ocorre a troca de via? É aí que entra a locomoção lateral: ao chegar no final do percurso, a cabine é simplesmente deslocada horizontalmente. Este modo também permite que o elevador possa atender a mais de um ponto no mesmo andar.
     Com um número maior de cabines e movimentação circular, o tempo de espera e as filas nos andares diminuem. A locomoção também é mais rápida: além de o elevador ter mais velocidade (sem causar desconforto), o usuário não precisa trocar de cabine quando estiver em um prédio bastante alto. O ideal é que a construção tenha até 600 metros, mas a ThyssenKrupp afirma que é possível adaptar o sistema para trabalhar com alturas maiores.
     Para garantir que tudo funcione dentro do esperado, o Multi conta com vários mecanismos de segurança. Equipamentos de frenagem atuam em caso de emergência e há um sistema que para os elevadores quando um fica muito próximo do outro. O uso de materiais mais leves, além de permitir que as cabines funcionem com menos motores, torna a parada mais fácil.
     Uma tecnologia como esta faz mais sentido em prédios gigantescos, razão pela qual não deveremos encontrar muitos destes elevadores por aí. A ThyssenKrupp sabe disso, é claro, e pensa no longo prazo: a falta de espaço em grandes centros urbanos motivará cada vez mais projetos de megaconstruções que se beneficiarão de sistemas como este.
     Por enquanto, a tecnologia está no papel. Mas a ThyssenKrupp espera avaliá-la no final de 2016, quando a construção de uma nova torre de testes em Rottweil, na Alemanha, deverá estar concluída.



Fonte: Gizmodo
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