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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

domingo, 26 de junho de 2016

Super Máquinas






Universidade da Califórnia cria processador com 1000 núcleos


    Em uma impressionante amostra de personalização, a UC Davis (Universidade da Califórnia em Davis) criou um chip monstro chamado “KiloCore”, que tem 1.000 processadores independentes. Isso quer dizer que ele consegue processar 1,78 trilhão de instruções por segundo.
     Mas provavelmente o que mais chama atenção no feito da UC Davis não é só a capacidade de produzir um chip mostro, mas em fazê-lo com uso eficiente de energia. Segundo a UC Davis, o chip pode executar 115 bilhões de instruções por segundo usando apenas 0,7 Watts, tornando-o aproximadamente 100 vezes mais eficiente que chips modernos que você acha em seu laptop, e que você poderia alimentá-lo apenas com uma pilha AA. Além disso, como cada núcleo é independente, eles podem ser completamente desligados para ter uma eficiência energética ainda melhor.
     Como sempre ocorre com esses experimentos de chips feitos em laboratório, os consumidores não verão tão cedo um computador com um chip de mil núcleos. O chip “KiloCore” foi construído em uma arquitetura antiga da IBM de 32 nm, e as fabricantes de chip estão agora na corrida para fazer processadores de 7 nm. Além disso, o último e um dos mais avançados lançados pela Intel é o i7 6950X, que conta com 10 cores e usa um menor número de núcleos com configurações de clock maiores. Logo, podemos ter uma noção de quão longe é este futuro que estamos falando quando citamos esse chip da UC Davis.
     Indiferentemente disso, este novo chip tem mais que o triplo de processadores, comparado com o último recordista. Os pesquisadores já conseguem ver a aplicação de conceitos dele em atividades que exigem alto processamento, como processamento de vídeo, criptografia e manipulação de dados científicos, embora a UC Davis tenha dito que o projeto foi feito apenas para fins de pesquisa.

domingo, 19 de junho de 2016

Sobral Antiga

     Avenida Dom José

Rabiscos






Olli, um ônibus elétrico reciclável


          Uma startup do Arizona criou um ônibus que reúne tudo o que seria um veículo do futuro. Batizado de Olli, o ônibus é impresso em 3D, com direito a algumas partes recicláveis, é movido a energia elétrica e não precisa de motorista, com capacidades totalmente autônomas e que podem ser usadas em um modelo de corrida sob demanda, como o Uber. Quanta coisa, né? Já mencionei que uma parceria com o Watson, plataforma cognitiva da IBM, leva comandos de voz para o veículo?
    Quem produziu tudo isso foi a Local Motors, empresa que cria conceitos fora da caixa que podem dar muito certo no mercado. O último lançamento deles foi o Strati, um carro que também foi impresso em 3D. No caso do Olli, o modelo é ainda mais interessante porque ele também é autônomo e pode ser usado para compartilhamento de corrida. O plano da empresa é abrir micro-fábricas nos Estados Unidos — e no mundo — para produzir o ônibus sob demanda.
     Já que o projeto em 3D está pronto, é basicamente uma questão de conseguir os materiais necessários e esperar algum comprador. Em cerca de 11 horas — 10h para a produção e 1h para a montagem — o Olli sai da fábrica pronto para ser usado. E, por meio de parcerias, já pode sair pelas ruas. Em entrevista à AFP, John Rogers, cofundador e CEO da empresa, disse que é apenas uma questão das autoridades reguladoras permitirem o uso do Olli.
     Um dos maiores desafios para o Olli é o que Rogers chama de fielding, ou seja, adaptar o Olli às especificações locais de cada região e oferecer o serviço para governos locais e outros compradores. A comparação com o Uber é válida porque os passageiros podem chamar o veículo a partir de um aplicativo no celular. Ele carrega até 12 pessoas. Imagina que legal se essa ideia emplaca e podemos ir de ônibus impresso em 3D ao trabalho? O custo de produção do Olli não foi revelado, mas o Strati era vendido por US$ 5 mil.
     A parceria com a IBM traz a inteligência do Watson para o miniônibus. Com comandos de voz que reconhecem linguagem natural, o passageiro pode falar “me leve ao trabalho” e também perguntar como o Olli funciona. Graças à aprendizagem de máquina, também será possível recomendar destinos aos passageiros. Como aponta o Recode, esse é o começo da transição de motoristas de ônibus humanos para ônibus autônomos.
     Para testar a tecnologia, a Local Motors fará várias corridas no evento da empresa que acontecerá em National Harbor, a 16 km da capital dos Estados Unidos, Washington, DC. Visitantes poderão ver como funciona o processo de fabricação e futuramente até crianças poderão aprender como se dá a reciclagem de carros impressos (que conceito). Um porta-voz da Local Motors disse que é possível que haja centenas de Olli’s até o final do ano, com programas-piloto na Flórida e em Nevada.



domingo, 12 de junho de 2016

Retrato em Preto & Branco






Pombos informam sobre qualidade do ar de Londres


     Você lembra do desenho “Máquinas Voadoras'', da Hanna-Barbera, em que Dick Vigarista e Mutley realizavam caçadas loucas pelos céus contra um pombo-correio com uma mochilinha? Pois a agência de marketing DigitasLBI, de Londres, criou seu próprio exército de pombos empacotados, imbuídos de enfrentar a poluição aérea.
     Equipados com mochilas que contêm sensores de poluição e rastreadores GPS, as aves começaram a voar sobre a cidade na segunda-feira (14) para monitorar a qualidade do ar e relatar suas descobertas. Esse primeiro experimento vai durar três dias.
     Quem criou a mochila foi a start-up Plume Labs. O equipamento monitora o dióxido de azoto, ozono e compostos voláteis. Um veterinário faz parte da equipe para zelar pela saúde e bem-estar das aves.
     A brincadeira também está nas redes sociais: os londrinos que estiverem curiosos para saber como está o ar perto de sua casa ou escritório podem enviar perguntas para a conta de Twitter @PigeonAir.