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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Conexão sem fio “Kiss” pode transferir dados a 6 Gb/s


     Vira e mexe falamos aqui de tecnologias para transferência de dados em alta velocidade. Mas a quase totalidade delas se destina a redes abrangentes. A Keyssa tem uma proposta diferente: a startup apresentou a Kiss (sim, o nome é este mesmo), uma tecnologia que transfere dados a taxas de até 6 Gb/s (gigabits por segundo), mas entre dois dispositivos bem próximos.
     Com 6 gigabits é possível transferir um arquivo de 750 MB em um único segundo. A tecnologia pode ser útil, por exemplo, para transmitir vídeos em alta definição de um smartphone para uma TV ou enviar grandes quantidades de arquivos de um HD externo para o PC. Sem uso de cabos, é claro.
     Podemos presumir que a tecnologia Kiss tem potencial para substituir, ainda que não em todos os aspectos, o padrão USB (algo na pegada “chega de fios!”), o Bluetooth ou mesmo conexões diretas via Wi-Fi – este último, nas especificações 802.11ac, até pode chegar perto da casa dos 6 Gb/s, mas em um complexo modo de transmissão que envolve múltiplas antenas.
     O modo de funcionamento mostra que o Kiss também tem semelhanças com o NFC: os dispositivos devem ficar a poucos centímetros de distância um do outro; quando suficientemente próximos, ambos estabelecem uma conexão automaticamente. A transferência de dados dependerá, por fim, do aplicativo em uso no momento.
     A Keyssa não dá detalhes sobre o funcionamento da tecnologia, mas afirma que o Kiss funciona à frequência de 60 GHz e a partir de um chip do tamanho de um grão de café. A sua instalação em dispositivos móveis, PCs e TVs não deve ser complexa, portanto.
     A expectativa da Keyssa é a de que o padrão Kiss comece a ser utilizado no segundo semestre de 2015, quando as especificações estiverem mais “maduras”. Mas há uma série de desafios a serem superados para isso acontecer, entre eles, convencer a indústria a adotar um padrão fechado.
     Sob esta óptica, é mais provável que a tecnologia seja empregada em aplicações bastante específicas, algo envolvendo a chamada internet das coisas, por exemplo. Coincidência ou não, o conselho da Keyssa tem como integrante ninguém menos que Tony Fadell, CEO da Nest, companhia adquirida pelo Google que ficou conhecida por criar termostatos e detectores de fumaça inteligentes.

Fonte: MIT Technology Review


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