O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Robôs – Os professores do futuro


     No futuro, o dia dos professores poderá ser mais robótico do que humano, já que os alunos irão cada vez mais aprender com robôs sociais, afirmam cientistas.
     Especialmente crianças aprendendo habilidades pré-escolares e alunos de todas as idades que estudam uma língua nova, poderão usufruir de professores robôs.
     Este é apenas um dos cenários esboçados num ensaio que olha para uma "nova ciência da aprendizagem", que reúne as descobertas recentes de campos da psicologia, neurociência, aprendizagem de máquina e educação.
     O ensaio, publicado na revista Science, apresenta novos insights sobre como os seres humanos aprendem agora e poderão aprender no futuro, com base em vários estudos, incluindo alguns que documentam a quantidade incrível de desenvolvimento cerebral que ocorre em recém-nascidos e, mais tarde, na infância.
     A premissa para o novo pensamento: Nós seres humanos nascemos imaturos e naturalmente curiosos e ficamos criaturas capazes de realizações culturais altamente complexos - tais como a capacidade de construir escolas e sistemas escolares que podem ensinar coisas.
     Com uma maior compreensão de como esse aprendizado acontece, os cientistas estão chegando com novos princípios para a aprendizagem humana, novas teorias educacionais e projetos para ambientes de aprendizagem que melhor combinam com a forma de aprender melhor.
     E os robôs sociais têm um papel potencialmente crescente nestes ambientes de aprendizagem futuros. Os mecanismos por trás dessas máquinas sofisticadas aparentemente complementam alguns dos mecanismos por trás da aprendizagem humana.
Aprendizagem de máquina
     Nos primeiros 5 anos de vida, a nossa aprendizagem é "exuberante" e "sem esforço". Durante a infância e até a puberdade, nossos cérebros exibem "plasticidade neural" - sendo mais fácil de aprender línguas. É quase mágico como podemos aprender uma língua estrangeira.
     O nosso aprendizado precoce é computacional. Crianças menores de três e até mesmo os bebês usam pensamento estatístico, nomeadamente distribuições de frequência e probabilidades e covariação, para aprender a fonética da sua língua nativa e inferir relações de causa e efeito no mundo físico.
     Algumas dessas descobertas ajudaram os engenheiros construir máquinas que possam aprender e desenvolver habilidades sociais, como BabyBot, uma boneca treinada para detectar rostos humanos. A imitação é um componente- chave para o nosso aprendizado.
     Trata-se de uma maneira mais rápida e segura de aprender do que apenas tentar descobrir alguma coisa por nós mesmos. Mesmo como adultos, nós usamos a imitação quando vamos para uma nova configuração, como um jantar em um país estrangeiro, para nos adaptarmos.
     Se colocarmos todos esses recursos de aprendizagem humana no campo da robótica, há uma sobreposição de certa forma natural - os robôs são bem adaptados para nos imitar, aprender conosco, socializar com a gente e, eventualmente, nos ensinar, dizem os pesquisadores.
Professores robôs
     Robôs sociais estão sendo usados ​​em caráter experimental para ensinar várias habilidades aos pré-escolares, incluindo nomes das cores, novas palavras e canções simples. No futuro, os robôs serão usados ​​somente para ensinar certas habilidades, como a aquisição de uma língua estrangeira.
     Ainda assim, as crianças aprendem claramente melhor com outras pessoas e nos jogos de pares, sendo que uma educação totalmente baseada nos robôs será provavelmente inviável, apesar do seu menor custo comparativamente aos humanos.

Fonte: Livescience

Charme em Preto & Branco









Pessoas cegas recuperam visão limitada após injeção de células-tronco


     A injeção de células-tronco nos olhos de pessoas cegas pode funcionar como uma forma de restaurar a visão, sugere um novo estudo.
     No estudo, os pesquisadores levaram células-tronco a desenvolverem-se em células do epitélio pigmentar da retina, que os cientistas transplantaram em um dos olhos de cada um dos 18 pacientes.
     Após o transplante, os pesquisadores testaram a visão dos pacientes. A acuidade visual melhorou em 10 dos olhos dos pacientes, permaneceu igual em outros sete pacientes e piorou em um paciente. Os participantes não experimentaram nenhuma melhoria nos olhos não tratados.
     Os resultados mostram que as células-tronco embrionárias humanas podem retardar ou reverter a perda de visão em pessoas com doenças degenerativas dos olhos, disseram os pesquisadores. Além disso, as células-tronco não causam problemas de saúde aos pacientes.
     As células-tronco, com a sua capacidade de se transformar em diferentes tipos de tecidos, têm sido muito elogiadas pela sua promessa na medicina regenerativa, ainda que os tratamentos tenham sido lentos, afirma o estudo publicado a 14 de outubro na revista The Lancet.
     As novas descobertas "marcam um passo importante no sentido de utilizar células tronco como fonte segura de células para o tratamento de várias desordens médicas que necessitam de reparação de tecidos", disse Steven Schwartz, coautor do estudo.
     Tratamentos com células-tronco desenvolveram-se lentamente, em parte devido a preocupações de que as células poderiam ser rejeitadas pelo sistema imunológico ou se transformar em tumores. Mas os olhos não produzem uma resposta imune forte, por isso eles são um bom alvo para estes tratamentos.
     Metade dos pacientes no estudo sofria de degeneração macular atrófica seca, relacionada com a idade, que é a principal causa de cegueira em adultos no mundo desenvolvido. A outra metade tinha distrofia macular de Stargardt, a principal causa de cegueira em adultos jovens no mundo desenvolvido.
     Ambas as doenças afetam a retina, o tecido sensível à luz na parte posterior do olho, causando a perda da visão progressiva. Não existem tratamentos para qualquer das doenças. Os investigadores transplantaram as células em doses de 50.000; 100.000; ou 150.000 no espaço por baixo da retina.
     Os médicos então administraram medicamentos para suprimir qualquer resposta imune às células. Os únicos efeitos adversos do procedimento vieram da própria cirurgia ocular e dos fármacos imunossupressores utilizados, disseram os pesquisadores.
     Muito mais pesquisas são necessárias antes que essas terapias com células tronco possam ser aprovadas para uso clínico, mas os resultados do presente estudo mostram um caminho promissor na utilização dessas células.

Fonte: Livescience

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Vinte fatos curiosos da Primeira Guerra Mundial


     O conflito aconteceu como resultado de uma série de eventos que culminaram em quatro anos de confrontos violentos que envolveram nações de cinco continentes.
     A guerra durou entre 1914 a 1918 e, além de provocar a queda de quatro grandes impérios - Otomano, Russo, Austro-Húngaro e Alemão - também redefiniu a geopolítica mundial.
     De igual forma, o conflito não se limitou apenas a transformar radicalmente o mapa e a deixar um rasto de destruição e morte.
     A Primeira Guerra Mundial fundamentou o genocídio na Arménia, a Revolução Russa e a assinatura do Tratado de Versalhes. E como consequência, promoveu o surgimento de Adolf Hitler e do nazismo, e a ocorrência da Segunda Guerra Mundial.
     Tendo em conta a gigantesca importância desse conflito no mundo, veja um breve panorama sobre o que provocou o conflito e uma série de curiosidades que você precisa conhecer para saber um pouco mais sobre esse terrível episódio da história da humanidade.
Antecedentes
     Uma década antes do início da guerra, a Europa era um continente cosmopolita que vivia um momento económico muito propício e testemunhava um acelerado desenvolvimento industrial. A maioria dos países partilhava valores e testemunhava o surgimento de inovações científicas.
     De igual forma, também ocorriam mudanças culturais. No entanto, a Alemanha, devido a diversas questões políticas e sociais internas, não era favorável à modernização. Desde o final do século 19, existia uma forte competição imperial.
     O Império Otomano, Russo, Austro-Húngaro, Alemão, Britânico, a Itália e a Terceira República Francesa eram praticamente os donos do planeta na época e a sensação que se tinha era a de que o mundo estava cheio demais e que já não existiam mais lugares por conquistar.
     Tal facto era especialmente penoso para a Alemanha, que desejava consolidar o seu império. Com o tempo, os alemães, viram-se cercados pelos seus inimigos imperialistas e começaram a sentir a pressão culminando num clima de profunda tensão.
Inicio da Guerra
     Há 100 anos, o que desencadeou o conflito formalmente foi o assassinato do Arquiduque Franz Ferdinand, herdeiro do Império Austro-Húngaro e da sua esposa Sophie. O incidente ocorreu em Sarajevo e levou o Império Austro-Húngaro a declarar guerra à Sérvia.
     Assim, embora tenha tido início entre os austro-húngaros e os sérvios, foi uma questão de tempo até que as demais potências europeias, e de países de outras partes do mundo, se juntassem ao conflito, num verdadeiro efeito dominó. Conheça abaixo algumas curiosidades sobre o conflito.

Curiosidades

  1. Após a declaração de guerra entre austro-húngaros e sérvios, a Alemanha declarou guerra à Rússia no dia 1 de agosto e, dois dias mais tarde, declarou guerra à França.
  2. No dia 4 de agosto, a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha e uniu-se à França e à Rússia, formando o grupo dos aliados.
  3. A 23 de agosto, o Japão declarou guerra à Alemanha e, no dia 1 de novembro, o Império Otomano uniu-se ao Império Austro-Húngaro e ao Alemão para formar a coligação denominada Impérios Centrais. Os EUA entraram no conflito durante o último ano da guerra.
  4. A Primeira Guerra Mundial envolveu a participação de perto de 70 milhões de soldados de 30 países espalhados pelos cinco continentes, provocando a morte de aproximadamente 10 milhões deles durante os combates — sem contar com milhões de vidas perdidas devido à fome e ao surgimento de doenças.
  5. O conflito é o sexto com o maior número de mortes na História
  6. A Gripe Espanhola foi a responsável pela morte de aproximadamente 1/3 de todos os militares que perderam a vida durante a guerra.
  7. Os cães foram largamente utilizados como mensageiros, carregando ordens às frentes de batalha através de capsulas que ficavam presas nos seus corpos.
  8. Até então, nenhuma guerra havia usado tanto as trincheiras. Essas valas estendiam-se por quilômetros e muitas ficavam alagadas e cheias de barro, enquanto piolhos, doenças e ratazanas enormes infernizavam as vidas dos soldados entrincheirados.
  9. Cerca de 40 quilômetros de trincheiras foram construídas só na famosa “Frente Ocidental”, e muitas delas tinham nomes inspirados em endereços de verdade.
  10. A expectativa de vida nas trincheiras era de aproximadamente seis semanas, sendo que os oficiais com menos patentes e os que carregavam as macas estavam entre os que se expunham mais aos riscos.
  11. Aproximadamente 6 mil homens morriam todos os dias durante a guerra.
  12. Todas as semanas, aproximadamente 12 milhões de cartas eram entregues aos soldados.
  13. A Primeira Guerra Mundial deu início ao desenvolvimento da cirurgia plástica, e os primeiros bancos de sangue também foram criados durante o conflito.
  14. Oficialmente, os soldados britânicos tinham que ter 19 anos para servir o exército. Contudo, estima-se que cerca de 250 mil jovens tenham mentido quanto à idade e o mais jovem soldado de que se tem notícia tinha apenas 12 anos.
  15. Em dezembro de 1914, soldados da Força Expedicionária Britânica ouviram soldados alemães entrincheirados em Frelinghien, na França, cantando hinos natalinos e viram que os oficiais haviam colocado pequenas lanternas e árvores de Natal ao longo das trincheiras. Os homens de ambos os exércitos começaram a trocar mensagens e, no dia seguinte, todos concordaram em declarar uma trégua informal, passando o dia na companhia uns dos outros.
  16. Durante a trégua, os soldados trocaram presentes, jogaram futebol e tiraram fotos juntos. Esse dia transformou-se numa das lembranças mais emotivas da Primeira Guerra Mundial, um momento no qual inimigos permitiram que a compaixão triunfasse sobre as diferenças políticas.
  17. Um dos conflitos mais sangrentos da História da Humanidade ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial. Conhecida como “Batalha de Somme”, resultou na morte de mais de 1 milhão de pessoas, e ocorreu durante um esforço dos britânicos em expulsar os soldados alemães.
  18. No primeiro dia da ofensiva em Somme, depois de cavar túneis sob as trincheiras dos alemães e posicionar quase 30 toneladas de explosivos, os soldados britânicos fizeram os seus inimigos voarem pelos ares. A cratera resultante da explosão existe hoje, medindo mais de 90 metros de diâmetro e mais de 20 de profundidade.
  19. A papoula vermelha transformou-se no símbolo da Primeira Guerra Mundial graças a um cirurgião do Canadá chamado John McCrae. O médico escreveu um triste poema em homenagem a um amigo que morreu durante o conflito e, nele, menciona as papoulas vermelhas como sangue dos campos de Flandres, na Bélgica.
  20. Hoje, as flores podem ser vistas na primavera e começo do verão pelo local que durante a guerra foi a Frente Ocidental, e servem para recordar todos os soldados caídos durante as batalhas.

Fonte: Megacurioso


     O clipe da música "Pipes of Peace" de Paul McCartney, baseia-se no fato relatado nos ítens 15 e 16 da reportagem.  

Por que elas devem ter câmera







As fobias causadas pela tecnologia



   O medo de aranhas (aracnofobia), do escuro (nictofobia) ou o medo de alturas (acrofobia) são algumas fobias bem conhecidas e comuns entre as pessoas.
     Mas você sabia que há muita gente que possui medo de elementos tecnológicos?
   Pois isso é verdade, por mais que pareça algo muito distante para a maioria de nós, especialmente para quem trabalha, ou é apaixonado pelo tema.
   O site Mashable reuniu cinco das fobias tecnológicas mais comuns — e que você provavelmente nunca ouviu falar — e agora nós trazemos a lista para vocês.
  É importante referir que todas estas fobias possuem estudos científicos que as comprovam, por isso não estamos falando apenas de suposições. Será que você conhece alguém que possui um dos tipos de fobias que vamos descrever a seguir?

1. Tecnofobia

     Este termo descreve o “medo anormal ou a ansiedade excessiva acerca dos efeitos da tecnologia na vida”. Apesar de parecer moderno, ele é visto desde a primeira revolução industrial — quando cidadãos passaram a temer os avanços que os mecanismos poderiam ter.
     Também pode ser encontrada em pessoas que possuem medo físico da tecnologia, desde portas de bancos até computadores pessoais.

2. Nomofobia

     Você sai de casa todos os dias com o seu smartphone. Em determinada, ocasião você se esquece de levar o aparelho ou de carregar a bateria dele.
     O desconforto excessivo causado por esse esquecimento caracteriza a nomofobia. Em termos gerais, ela representa a angústia causada pela incapacidade de comunicação móvel — seja com smartphones ou com outros portáteis.

3. Ciberfobia

     Ansiedade ou paranoia referente à utilização dos computadores pode ser interpretada como ciberfobia.
     Algumas pessoas que trabalham por longos períodos em frente aos equipamentos podem desenvolver esse tipo de fobia quando se veem forçados a utilizar os computadores. Ciberfobia — assim como a tecnofobia — pode se manifestar também com medos físicos dos aparelhos.

4. Telefonefobia

     Ao contrário do que parece, a telefonefobia não caracteriza um medo de ser atingido por um telefone ou de ser atacado por um deles.
     O problema aqui está na ansiedade, angústia e medo de ter que atender ou realizadas chamadas telefônicas. Há pessoas que possuem essa fobia tão desenvolvida que sofrem com ataques de pânico e hiperventilação quando se veem obrigadas a usarem o telefone.

5. Selfiefobia

     Esta fobia não está exatamente comprovada por nenhuma universidade renomada, mas já começa a ser discutida em vários lugares.
     Alguns descrevem a selfiefobia como o medo de tirar fotos desse tipo, enquanto outras afirmam ficarem angustiadas com fotos do tipo “selfie” devido ao grande volume delas que surge na internet diariamente.

Fonte: Tecmundo

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cinto transforma gordura em energia elétrica


          Parece brincadeira, mas não é. Uma nova tecnologia foi apresentada na Dutch Design Week, na Holanda, que promete transformar gordura corporal em energia para smartphones, marca-passos e outros aparelhos eletrônicos.
     Criado pela designer Emmy Van Roosmalen, o aparelho chama “Energy Belt”. Ele tem a função de converter a chamada gordura branca ATP (adenosina trifosfato) em energia química, que pode ser usada para criar pequenas quantidades de eletricidade.
     É claro que nem tudo são flores, porque o aparelho está em fase de aperfeiçoamento e só deverá chegar ao mercado em 10 anos.

Beleza rabiscada







Indiano inventa dispositivo que converte respiração em fala


     Um adolescente indiano inventou um dispositivo que pode converter a respiração em discurso, podendo dar voz a quem sofre de problemas de fala.
     Arsh Shah Dilbagi, de 16 anos, desenvolveu uma nova tecnologia chamada TALK, que é um dispositivo barato e portátil para ajudar as pessoas fisicamente incapazes de falar a se expressar.
     Atualmente, 1,4% da população do mundo têm problemas de fala, devido a condições como esclerose lateral amiotrófica (ELA), encefalopatia, doença de Parkinson e paralisia. Stephen Hawking tem um aparelho para ajudá-lo a comunicar-se, mas é extremamente caro e bastante volumoso.
     O que Dilbagi conseguiu fazer foi inventar um dispositivo que realiza a mesma coisa, mas pode ser comprado por apenas 80 dólares. O TALK é capaz de traduzir a respiração do usuário em sinais elétricos utilizando um dispositivo especial chamado microfone MEMS.
     Esta tecnologia é composta por um diafragma sensível à pressão gravado diretamente num chip de silício, e um dispositivo de amplificação para aumentar o som da respiração do usuário. Expulsando dois tipos de respirações para o dispositivo, com diferentes intensidades e tempo, o usuário é capaz de soletrar palavras em código Morse.
     "Um microprocessador interpreta as respirações em pontos e traços, convertendo-os em palavras. As palavras são então enviadas para um segundo microprocessador que os sintetiza em voz", diz Whitney Mallett.
     "O código morse pode ser traduzido para Inglês, ou comandos e frases específicas. O dispositivo possui nove vozes diferentes que variam em idade e gênero". Pessoas que não têm um meio de se expressar corretamente, como aqueles que vivem com distúrbios da fala, podem se beneficiar.
     TALK foi desenvolvido por Dilbagi como parte da Feira de Ciências Global da Google, que é uma competição que está aberta a jovens entre os 13 e os 18 anos de qualquer lugar do mundo. Dilbagi é o único finalista da Ásia.

Fonte: Sciencealert

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Piratas eram incrivelmente inventivos


      Os piratas têm reputação de serem desleixados e bêbados, mas na realidade, eles eram incrivelmente inventivos. Conheça alguns fatos interessantes sobre piratas.
     O último episódio de A Week in Science, da RiAus, leva-nos através da ciência dos piratas, mostrando-nos como eles sabiam para onde estavam navegando no mar azul profundo antes de terem acesso às modernas bússulas.
     Dispositivos conhecidos como o sextante foram usados ​​para descobrir a latitude do navio em relação aos corpos celestes como o Sol e as estrelas. E para descobrir o quão rápido o navio estava viajando, os piratas usavam um pedaço de madeira amarrado ao final de um longo rolo de corda.
     Quando a madeira era jogada ao mar, eles puxavam a corda que tinha nós uniformemente espaçados. Contando quantos nós passavam a cada 28 segundo eles eram capazes de saber o quão rápido estavam navegando. Por isso, atualmente medimos a velocidade dos navios em "nós"!
     Mas, você sabia que os piratas eram mais propensos a morrer de doença do que de combate? Se eles não desmaiassem graças ao escorbuto, devido à falta de frutas e legumes frescos para comer no convés, uma amputação necessária podia acabar sendo a queda de um pirata.
     Mesmo se sobrevivesse à cirurgia sangrenta e à dor do procedimento sem anestesia, o seu toco quase certamente ficaria infectado, e eles não tinham nada a bordo para tratar isso.

Fonte: Sciencealert

o sextante

Eu estaciono feito um idiota











Agulhas vibratórias enganam seu cérebro para fazer injeções doerem menos


    Enfiar uma agulha de aço na carne nunca vai ser algo divertido, mas cientistas ao menos encontraram uma forma de fazer isso doer muito menos. O truque está em enganar suas células nervosas com um pequeno dispositivo que aplica pressão e vibração.
     A Popular Science fala sobre um estudo apresentado durante um encontro da American Society of Aneshesiologists. Os 21 voluntários do estudo foram tocados no ombro enquanto várias quantidades de calor, frio, pressão e vibração foram aplicadas. Uma ressalva: eles foram espetados com uma agulha de plástico que não perfurou a pele, mas causou dor de agulha, porque, bem, os padrões éticos de pesquisa exigem isso. Os pesquisadores descobriram que uma certa quantidade de pressão e vibração aplicada por 20 segundos antes da injeção era a forma mais eficiente para diminuir a dor – a temperatura, aparentemente, não fez muita diferença.
     Como isso engana o cérebro? Bem, a teoria do portão para o controle da dor diz que sinais de dor originários da pele rompida precisam passar por “portões nervosos” na medula espinhal em seu caminho para o cérebro. Mas esses portões podem ser bloqueados por outras sensações físicas, como pressão ou vibrações. Isso também explica porque aplicar pressão em um corte faz com que ele doa menos.
     Dentistas já podem usar um tipo de agulha vibratória, mas esse estudo sugere que pressão e vibração antes da injeção pode ser mais benéfico. E, em abordagens completamente diferentes, alguns cientistas estão desenvolvendo microagulhas de açúcar e injeções que podem ser engolidas. O futuro das injeções será muito menos doloroso.

Fonte: ASA

domingo, 26 de outubro de 2014

Netflix: crescimento fraco e serviço concorrente da HBO


    O Netflix está sofrendo com uma confluência de notícias negativas. A base de assinantes cresceu menos que o esperado, e a HBO anunciou que lançará um serviço concorrente no ano que vem.
     A empresa anunciou seus resultados financeiros, e mostrou que continua firme: receita e lucro cresceram no último ano, assim como sua base de assinantes, que aumentou em 3 milhões. E ela deve ficar ainda maior, já que o Netflix estreou em setembro na Alemanha, Áustria, Bélgica, França, Luxemburgo e Suíça.
     Infelizmente, esse número está abaixo das expectativas do mercado e do próprio Netflix, que projetava um crescimento de 3,7 milhões. Resultado: as ações agora caem mais de 23%.
     Por que esse crescimento abaixo do esperado? Isso provavelmente é resultado do aumento na assinatura ao redor do mundo – no Brasil, ela subiu de R$ 16,90 para R$ 19,90 mensais. O novo preço começou a valer em maio, mas Reed Hastings escreve em sua carta aos acionistas que o efeito só se manifestou agora: “a causa principal são os preços ligeiramente mais elevados que temos agora em comparação aos de um ano atrás”.
     Hastings também comentou os planos da HBO. O canal anunciou que vai lançar, nos EUA, um serviço de streaming em 2015 sem exigir assinatura de TV a cabo (ao contrário do HBO Go). É possível, no entanto, que isto seja oferecido como um pacote adicional para planos de internet, em vez de algo separado como o Netflix.
     É quase um “bem-vindo, HBO”. Faz sentido que o Netflix tente tranquilizar seus investidores, mas resta ver como será o novo serviço da HBO. À medida que forem revelados mais detalhes, ele pode não ser tão bem-vindo assim.
     De um jeito ou de outro, o Netflix continua em sua jornada de se tornar uma HBO, apostando em conteúdo original: eles farão seu primeiro filme original, uma continuação de O Tigre e o Dragão, mais quatro filmes exclusivos com Adam Sandler.

Fonte: GigaOM

sábado, 25 de outubro de 2014

Conheça o Nexus Player - o primeiro conversor de mídia com Android TV


     O primeiro dispositivo com Android TV é o Nexus Player, uma set-top box em formato de disco de 220 gramas criada para reproduzir todos os seus filmes e rodar todos os seus jogos de Android.
     Equipado com um processador Intel Atom de 1,8GHz com placa gráfica PowerVR Series 6, 1GB de RAM e 8GB de armazenamento interno, é o primeiro dispositivo com a nova plataforma Android TV – sistema criado para ser tudo o que a Google TV não conseguiu ser.
     Enquanto a Google TV tinha uma experiência de usuário confusa e uma pequena coleção de apps e jogos, a Android TV tem toda a potência do Android em uma interface bastante simplificada, mais ou menos como a Amazon Fire TV – e ainda é compatível com um controle para jogos idêntico que é vendido separadamente.
     A Android TV conta com uma interface flat que permite fazer scroll para cima, para baixo, esquerda ou direita, para navegar por todas as suas aplicações com um controle remoto incrivelmente simples. Ele tem apenas quatro botões e um direcional, além de controle de voz – aperte o botão do microfone e fale com o controle remoto.
     Se o Google jogar as cartas certas, você não terá muita dificuldade para navegar nem fazer busca por voz: a Android TV supostamente sugere coisas com base nos dados que o Google coleta sobre a sua conta, e apresenta as recomendações assim que você liga o aparelho.
     O Nexus Player também funciona como um Chromecast, o que significa que você pode iniciar ou resumir qualquer conteúdo de PCs, smartphones e tablets ao pressionar um único botão para enviar as instruções para o pequeno disco. Comece assistindo no seu smartphone e continue vendo pela TV quando chegar em casa. Vá buscar um lanche na cozinha e leve o seu filme com você. E, diferentemente do Chromecast, o Nexus Player é mais rápido e usa Wi-Fi dual-band 802.11ac.
     Nos EUA, o Nexus Player começou a ser vendido no dia 17 de outubro por US$ 99.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A invenção da camiseta


     A camiseta é, sem dúvida, a peça de vestuário mais popular no mundo inteiro. Com uma imensa variedade de estilos, cores e tamanhos, há literalmente uma camiseta para cada pessoa. Mas de onde essa peça icônica surgiu e como ela se tornou tão popular?
     As camisetas são uma adição relativamente nova para nossos guarda-roupas coletivos e só se tornaram peças de roupas aceitáveis há cerca de meio século. Por mais que a vestimenta em si exista em uma forma reconhecível (com mangas mais curtas e golas mais amplas) desde o começo do século 20, ela era quase que universalmente usada como roupa de baixo e raramente, ou nunca, usada em público.
     Então de onde vieram as camisetas? Acredita-se que elas evoluíram de roupas íntimas tudo-em-um feitas de flanela vermelha que eram populares entre operários no século 19. Essas vestimentas, conhecidas como “union suit“, foram patenteadas em 1868 em Nova York e eram baseadas em roupas íntimas parecidas, populares entre mulheres na era Vitoriana. A versão masculina era ótima em manter homens aquecidos, mas não servia para nada durante o verão, a não ser que fossem cortadas pela metade, o que muitos operários faziam. Ao fazer isso, eles criaram a parte superior do que muitos de nós conhecem hoje como “ceroulas”, uma vestimenta semelhante que consiste em duas peças separadas de roupas íntimas.
     As ceroulas em si existem desde o século 17, quando eram bastante populares entre operários e pobres, mas se tornaram mais importantes durante a Era Vitoriana, junto com as Union Suits, quando serviam para que as mulheres mantivessem suas cinturas finas, ao usar menos camadas de roupas em torno da cintura, ao mesmo tempo que mantinham o corpo delas aquecido. Diferentemente das Union Suits, que desde então se tornaram motivo de piada (principalmente devido ao fato delas terem uma abertura na bunda), as ceroulas não perderam muita popularidade e continuam mantendo pessoas aquecidas até hoje.
     Em algum momento do século 19, as pessoas que faziam essas vestimentas começaram a experimentar tecidos diferentes e outros formatos para tornar o produto mais confortável. Isso resultou na criação de camisas de baixo sem botões, feitas de lã e algodão, cujo colarinho você podia esticar com a cabeça sem que ele ficasse destruído rapidamente.
     Apesar da data exata da invenção desses chamados pulôveres, assim como quando os trabalhadores começaram a usá-los, seja desconhecido, sabemos que eles não eram considerados algo a ser usado no dia a dia sem outra peça de roupa por cima. Havia até mesmo leis nos anos 1890 em lugares como Havana que diziam que era ilegal usar essas peças de roupa sozinhas em público.
     O destino do que se tornaria camiseta começou a mudar em 1904, quando a Cooper Underwear Company começou a promover a solteiros o que ela chamou de “camisas interiores de solteiro”. O objetivo era vender a ideia de que uma única peça de tecido sem botões seria mais durável do que as com botões, além de exigir menos manutenção.
     Por que isso foi importante para a história das camisetas? Porque logo depois disso, a Marinha dos EUA, que empregava muitos solteiros com habilidades limitadas de costura, oficialmente incorporou as camisas interiores sem botões ao seu uniforme.
     De acordo com as Regulamentações de Uniforme da Marinha dos EUA de 1905, a camisa interior de algodão era exatamente isso – uma camisa para ser usada por baixo do uniforme do marinheiro. Para não dizer que não havia exceções: de acordo com a regulamentação, os marinheiros podiam usar uma camisa interior leve de algodão “de padrão idêntico” em climas quentes a critério dos seus comandantes, enquanto os marinheiros que trabalhavam em máquinas eram autorizados a usar a camiseta improvisada para se sentirem mais confortáveis, se assim preferissem.
     Essa camisa interior ganhou popularidade no Exército dos EUA alguns anos depois durante a Primeira Guerra Mundial, sendo usada por soldados, e muitos deles levaram o jeito de se vestir para casa.
     Pouco após o fim da guerra, o autor F. Scott Fitzgerald se tornou a primeira pessoa conhecida a usar a palavra “camiseta” (ou t-shirt, em inglês), em seu romance Este Lado do Paraíso, como um dos itens que o personagem principal leva para a universidade. E, de fato, uma mudança bem pequena no design das camisetas antigas veio das universidades, com a invenção da camiseta com gola arredondada em vez de colarinho. Isso ocorreu em 1932 e foi feito pelo Jockey International Inc a pedido da Universidade do Sul da Califórnia, que queria uma vestimenta mais leve e absorvente para jogadores de futebol americano usarem por baixo dos uniformes para evitar fricção e atrito das proteções. A camiseta resultante se tornou incrivelmente popular entre os jogadores e não demorou muito até estudantes começarem a usá-la.
     Quando a Segunda Guerra Mundial começou, a camiseta “moderna” já era comum em escolas e universidades pelos EUA, mas não era onipresente e ainda era usada por adultos, por exemplo, como uma camisa interior. Existiam algumas exceções, claro; por exemplo: trabalhadores de ambientes quentes, como fazendeiros. O que fez com que elas se tornassem populares entre todos foi o fim da guerra, quando os soldados voltaram para casa e começaram a incorporar a vestimenta ao guarda-roupa tradicional, da mesma forma como faziam durante a guerra.
     A popularidade das camisetas como vestimentas externas aumentou graças a Marlon Brando e seu papel de Stanley Kowalski em Um Bonde Chamado Desejo, que mostrava Brando usando uma camiseta apertada. A atuação incrível de Brando tanto na peça quanto no filme de 1951 fez com que as vendas de camisetas disparassem nos EUA, provando ao mundo que elas poderiam ser usadas no cotidiano.
     Não demorou muito para perceberem o potencial de marketing dessas vestimentas aparentemente simples, e logo muitas empresas passaram a colocar estampas nas camisetas. E o resto, como dizem, é história.

Sei não, mas... sei lá


O homem e suas estranhas máquinas voadoras II


       O X-jet era quase uma evolução da famosa “plataforma voadora”, Hiller VZ-1 Pawnee, que sem melhor definição, era um DISCO VOADOR com um sujeito em cima.
     Esse treco funcionava como um Segway. O piloto inclinava seu corpo para a direção que queria ir e ia. Diz a história do equipamento que ele era dificílimo de manobrar e contava com todas as desvantagens de levar quase nada de peso, falta de autonomia, atraía muita atenção e deixava o piloto quase com uma plaquinha de alvo nas costas.
     O conceito original foi desenvolvido por Charles H. Zimmerman no final de 1940. O projeto foi levado à cabo pela Hiller e De Lackner Company. Havia dois modelos principais, o modelo ONR 1031-A-1 e outro, um pouco maior chamado VZ-1 Pawnee, produzido em 1956 para o exército americano. Três aeronaves de cada modelo foram construídas como protótipos. Nenhuma delas foi colocada em produção.
     Eu queria ter um troço desses só para atravessar o Girador do Arco se enfrentar aquele trânsito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Plastc - um cartão com que promete substituir todos os seus cartões


        Um cartão de crédito é tão fino que fica difícil imaginar o que mais ele pode incluir de tecnologia além da tarja magnética e do chip de segurança. Por isso o Plastc parece tão sensacional: é um cartão universal que serve ao mesmo tempo como cartão de crédito, cartão de débito, cartão fidelidade e gift card. Ele tem a missão de substituir todos os cartões da sua carteira por apenas um.
     O Plastc é um cartão de tamanho padrão que sincroniza com o seu smartphone por Bluetooth. Ele possui uma memória flash integrada que consegue armazenar até 20 cartões. Inclua aí não apenas cartões bancários: como ele tem chip RFID, os recursos podem ser estendidos para que o Plastc funcione até mesmo como um cartão de acesso na empresa em que você trabalha, por exemplo.
     Na tela e-ink sensível ao toque, o Plastc pode exibir o número do seu cartão de crédito, o nome completo, a data de validade e a bandeira, além de dados mais complexos, como sua foto — assim, você não precisa mostrar seu documento para que o atendente confirme sua identidade. E como ele possui uma tarja e um chip EMV, assim como qualquer outro cartão bancário, o Plastc passa em qualquer maquininha. De acordo com os criadores, ele suporta as bandeiras Visa, MasterCard e American Express.
     A integração entre o cartão e o smartphone por meio de conexão Bluetooth permite duas funções bacanas. Primeiro, o aplicativo do Plastc consegue puxar um histórico das suas transações para você controlar melhor suas finanças. Segundo, o Plastc limpa todos os dados e exibe uma mensagem de bloqueio caso você o perca. Isso acontece automaticamente se o cartão e o smartphone ficarem muito tempo sem se comunicar.
     Obviamente, todos esses recursos dependem de uma bateria interna para funcionar, mas o GigaOM afirma que a autonomia é de até 30 dias, o que parece bastante satisfatório para mim — especialmente para um objeto com apenas 0,8 mm de espessura. Quando a carga acabar, o Plastc pode ser recarregado com um carregador sem fio.

Charme em Preto & Branco