O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Por que elas devem ter câmera








Americanos querem criar cidade tecnológica experimental


     Já ouviu falar em spectrum sharing? De forma bem sucinta, é como se chama o processo onde várias redes wireless compartilham a mesma frequência. É isso que o governo dos EUA quer testar, mas de uma forma diferente.
     A ideia é fazer com que frequências específicas, como canais de TV ou redes de comunicação de uso exclusivo militar, possam ser compartilhadas para o uso comum da população. Em outras palavras, novos canais para se utilizar conexões Wi-Fi.
     Não se sabe ainda de que forma isso se concretizará. A princípio, uma ou mais cidades dos EUA servirão como modelo para que os experimentos sejam feitos dentro de seus limites, em alguma parte da cidade pré-determinada – e ainda não se sabe quem será o responsável pelo governo dessas cidades-modelo, se a própria prefeitura, o Estado americano ou empresas privadas.
   Além disso, elas servirão para testar outras tecnologias e políticas, conforme novas inovações forem surgindo.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um fotógrafo contra uma tradição brutal na África


 Por Gilson Lorenti em 16 de julho de 2014

    Essa é uma história bacana que merece ser conhecida, e também nos mostra que fotografia pode ser utilizada para trabalho social. No Vale do Omo, na Etiópia, existe uma tradição entre as tribos chamada de Mingi. Pode parecer um nome estranho que você nunca tenha ouvido falar, mas na verdade se trata de algo sinistro.
     Certas crianças, que nascem fora do casamento ou com alguma anormalidade física, são classificadas como malditas e acusadas de poderem trazer para a tribo desgraças como a fome, seca ou tempestades. Sem hesitar essas crianças são levadas para longe e mortas, geralmente com algum requinte de crueldade. Esses são os Mingi, crianças que podem trazer o mal para a tribo e devem ser eliminadas.
     Lale Labuko, membro da tribo Kara, diz que descobriu o ritual aos 15 anos quando sua mãe lhe contou ter tido um Mingi. Desde então ele tinha como objetivo acabar com o ritual, mas a coisa só começou a tomar forma quando ele encontrou, em 2004 o executivo de software aposentado e fotógrafo John Rowe, que estava visitando a região para fotografar os membros da tribo com suas ricas pinturas corporais. Labuko foi seu guia durante a viagem e, em um certo momento, decidiu contar sobre o costume das tribos da região. Sensibilizado com a situação, Rowe e Labuko iniciaram a Omo Child em 2009 e nesses poucos anos salvaram, alimentaram, vestiram e educaram 40 crianças que estavam condenadas a morrer por apresentar alguma das condições que as classificariam como malditas.
     Embora achemos que o mundo do misticismo seja uma coisa do passado, somente em 2012 os esforços de Labuko conseguiram convencer os anciães da Tribo Kara a proibirem oficialmente a execução das crianças “malditas” e, no último verão, um Rei da tribo Hamer se comprometeu a fazer a mesma coisa. Como a campanha cresceu e ganhou visibilidade, outros parceiros se juntaram na empreitada. Agora eles possuem apoio da National Geographic e o renomado fotógrafo Steve McCurry fez uma viagem para tirar fotos das tribo Omo e ajudar na divulgação da causa.
     Arrisco-me a afirmar que, se procurarmos nos longínquos recantos do mundo, ainda vamos encontrar tradições baseadas em crendices populares bizarras. Como disse Carl Sagan, esse é o mundo assombrado por demônios. A fotografia e o engajamento social podem ajudar a jogar um pouco de luz nessa escuridão toda.
Fonte: Petapixel.










Eu estaciono feito um idiota








Inteligência artificial pode nos matar, diz pesquisa


      Pesquisadores do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estudam riscos sobre o desenvolvimento da inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) para a humanidade. Eles se preocupam com os perigos da evolução dessa tecnologia e consideram até a hipótese de robôs exterminarem a espécie humana. A Skynet, do filme “Exterminador do Futuro” (1984), estaria diante de nós? Nesse blockbuster do cinema, a inteligência artificial, que deveria defender a nação norte-americana, se revolta contra seu próprio criador, o homem, pois enxerga nele uma ameaça à sua existência.
     A entidade britânica realizou, neste mês de julho, palestras com temas tecnológicos e abordou, então, a questão sobre a segurança da inteligência artificial. O pesquisador e filósofo do instituto, Stuart Armstrong, acredita que há poucos estudos sobre os riscos de larga escala das IAs no meio acadêmico. Segundo Armstrong, se o desenvolvimento da inteligência artificial der errado em algum momento, sua consequência pode ser proporcionalmente mais significativa para a extinção da humanidade do que uma guerra nuclear ou uma pandemia.
     O cientista teme que as AIs se tornem melhores do que os humanos na política, na economia e, potencialmente, na pesquisa tecnológica. “Esqueça ‘O Exterminador do Futuro’. Os robôs do filme são basicamente servidores de armadura, e temos de ter medo da história de nossa evolução, mas o que realmente pode nos assustar é uma inteligência mais esperta do que nós, mais socialmente adaptada” afirmou Armstrong.
     O receio do pesquisador é compartilhado também por seu colega de Oxford Nick Bostrom, filósofo. No início deste mês, Bostrom lançou, no Reino Unido, sua obra "Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies", que pretende desmitificar a ideia de que o controle de uma inteligência artificial sobre seres humanos é irreal. Bostrom levanta reflexões sobre o que poderia acontecer se as máquinas ultrapassassem a inteligência humana. O filósofo segue o raciocínio de que o que diferencia o ser humano do resto dos outros seres são as capacidades mentais superiores. E são esses atributos que colocam o homem em uma posição dominante. Por isso, caso as AIs evoluam desenfreadamente, elas poderiam tomar esse lugar soberano.
     O filme “Transcendence – A Revolução” (2014), lançado neste mês, com Johnny Depp no papel protagonista, é outro exemplo fictício de uma inteligência artificial que atinge o nível global sem o controle do governo. No ano passado, outro filme tentou ilustrar um futuro bem próximo prevalecido pela inteligência artificial: "Ela" (2013), indicado ao Oscar, que mostra uma sociedade dependente de AIs para se comunicar e até amar.
     Se o meio acadêmico não tem dado tanta atenção ao tema, não faltam longas-metragens que apostaram nele, como "A.I. - Inteligência Artificial" (2001), de Steven Spielberg. Será que o cinema está prevendo o porvir ou nos alertando sobre um possível destino alarmante? O diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil, por outro lado, é mais otimista e crê que a espécie humana é capaz de fazer o seu melhor no mundo tecnológico, sem descambar para uma "Skynet".

Fonte: Future of Humanity Institute e TNW



domingo, 20 de julho de 2014

O melhor da semana no meu Facebook
















Google Glass pode ser usado para descobrir senhas


       Pesquisadores desenvolveram um software capaz de usar o Google Glass para descobrir as senhas que as pessoas usam em celulares e tablets.
     A técnica, gerada na Universidade de Massachusetts, consiste em acompanhar os movimentos e as sombras geradas com os toques na tela do aparelho para decifrar o código. Isso pode ser feito a três metros de distância, mesmo se o atacante não conseguir visualizar os movimentos da vítima a olho nu.
     Em entrevista repercutida pelo Daily Mail, o professor Xinwen Fu, que lidera a equipe de pesquisadores, informou que a técnica acerta em 90% dos casos.
     Essa descoberta de informações por visualização também funcionaria com outros aparelhos, como o iPhone 5, um relógio inteligente ou uma webcam, mas nenhum deles cabe tão bem para a tarefa quanto o Glass, porque o atacante pode agir com naturalidade.
     O Google não pareceu impressionado. Disse que não se trata de uma tática nova e que o Glass foi desenvolvido com foco em privacidade.

sábado, 19 de julho de 2014

General Eletric lança lâmpada LED inteligente


     O objetivo de quem compra uma lâmpada LED para iluminar um cômodo é que ela dure bem mais que uma lâmpada fluorescente compacta. Há teorias conspiratórias sobre a existência de lâmpadas incandescentes que conseguem durar 100 anos, mas acho óbvio que empresas como a Philips e a OSRAM não gostariam nada de que algo assim viesse a público. Até porque pegaria mal para a Philips, que quer vender a eficiente lâmpada TLED prometendo economizar bastante energia durante a respectiva vida útil do componente.
     Semana passada a General Electric do Thomas Edison entrou na briga das lâmpadas LED inteligentes apresentando a marca GE Link, e promete dar trabalho a concorrentes como a Philips HUE pois os preços anunciados estão bem mais em conta. A pré-venda da GE Link começou segunda, dia 30, exclusivamente na loja Home Depot e os preços começam em apenas US$ 15 para a lâmpada equivalente à incandescente de 60 W.
     Detalhe que a linha HUE da Philips já está no mercado há dois anos e o pacote mais básico (três lâmpadas + hub que faz a conectividade com o smartphone) custa US$ 199 (algo em torno dos 1.299 reais segundo a filial brasileira) enquanto o mesmo kit da General Electric com uma lâmpada a menos sai a 49 dólares na pré-venda.
     O hub da GE Link foi feito em colaboração com a Quirky, uma empresa de design que administra o aplicativo Wink para iOS e Android. Ainda antes do lançamento oficial do GE Link em setembro o app terá atualização oficial para ser compatível com tais lâmpadas.
     De acordo com o CNet, a lâmpada mais barata foi feita para durar até 25.000 horas gastando 12 Wh ao emitir uma luz com temperatura de cor 2.700 K (amarelada) de 800 lúmens, são 67 lúmens por watt. Nada mal, em teoria pode realmente iluminar tão bem um cômodo pouco maior que 10 m² quanto uma fluorescente compacta de 15 W, isso segundo a concorrente Philips.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quanto tempo por dia você usa seu iPhone?


    O aplicativo Moment (Momento), criado pelo desenvolvedor Kevin Kolesh, mede quanto tempo o usuário dedica ao iPhone por dia, permitindo que ele saiba exatamente qual seu grau de dependência do aparelho.
     Segundo Kolesh, a ideia surgiu depois que ele percebeu que não tirava as mãos do celular quando estava na companhia da noiva. "Deixamos de fazer coisas divertidas e produtivas, para escolhermos o caminho de menor resistência", explica.
     O app, que pode ser baixado na Apple Store e está gratuito no momento (exclusivamente para iOS), roda em segundo plano, contabilizando os minutos. É possível estabelecer limites e programar o serviço para que ele avise a hora de se afastar do aparelho.
     Com seu invento, o desenvolvedor disse ter diminuído em 35 minutos o tempo diário de utilização do iPhone.

Relembrando os filmes do Velho Oeste - '' The good, the bad, the ugly''




                      "The Ukulele Orchestra of Great Britain", tema do filme '' The good, the bad, the ugly''

Sei não, mas...sei lá


Cuidado com o que você pensa! Aparelho pode ler sua mente


    Ler mentes já é possível e não custa muito, graças a uma tecnologia que está sendo considerada por especialistas a próxima revolução depois do Oculus Rift e do Google Glass. O Brainwriter, criado pela startup americana Not Impossible, permite escrever e até desenhar em um computador utilizando rastreamento ocular e leitura de ondas cerebrais.
     O dispositivo funciona com um pequeno eletroencefalograma (EEG) junto a uma série de sensores e placas construídas em uma faixa para cabeça parecida com as usadas por tenistas. A tecnologia permite ainda que o usuário mova o ponteiro do mouse e marque e desmarque opções em um formulário sem utilizar as mãos.
     A tecnologia wearable vai muito além de smartwatches e pulseiras fitness. Conforme o conceito vai se popularizando, novos produtos vão se tornando acessíveis, e um dos principais públicos que vão se beneficiar serão os portadores de necessidades especiais.
     Em 2013, o brasileiro Miguel Nicolelis – mesmo cientista por trás do exoesqueleto que deu o chute inicial na Copa do Mundo -, publicou um estudo no qual um macaco conseguia mover dois braços mecânicos por ondas cerebrais. O problema, até então, era que esses projetos estavam restritos aos laboratórios e custavam uma fortuna.
     O Brainwriter, no entanto, é open source, ou seja qualquer pessoa pode ajudar no desenvolvimento. Outro fator é o preço. Por apenas US$ 200, cerca de R$ 445 é possível adquirir um kit com as peças.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Arte Engarrafada


        Imagens criadas pelo artista Jim Dingilian a partir de fuligem no interior de garrafas.
     Jim usa o interior de garrafas de bebidas vazias e fumaça de velas como material para criar suas imagens. Após esfumaçar o interior das garrafas, ele usa pincéis finos e pequenas ferramentas e vai apagando seletivamente certas áreas, até que surgem suas paisagens solitárias e narrativas melancólicas.
     Os resultados de seu trabalho são difíceis de acreditar.
     Este trabalho apresenta imagens delicadas que sugerem um processo fotográfico. Estes desenhos são criados com fumaça de vela dentro de garrafas de vidro vazias e são uma reminiscência de alguma técnica de imagem esquecida do século 19. O artista começa revestindo as superfícies internas das garrafas com a fumaça, e depois usa escovas e pequenos instrumentos montados nas extremidades de buchas para chegar dentro e, lentamente, apagar seletivamente determinadas áreas. O fumo, que permanece sobre o vidro, forma as imagens.