O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Prêmio Nobel de Física de 2014 vai para os criadores do LED azul


     A Real Academia Sueca de Ciências divulgou, nesta terça-feira (7), os vencedores do Nobel de Física de 2014. O prêmio foi concedido aos pesquisadores japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura em reconhecimento à criação de uma tecnologia que já faz parte do nosso dia a dia: o LED azul.
     O LED (Light Emitting Diode) surgiu nos anos 1960, mas o seu uso se intensificou nas últimas duas décadas. Se você observar o interior de sua casa, por exemplo, verá que vários aparelhos possuem estes diodos: TVs, modems, forno de micro-ondas, entre outros. Perceba, no entanto, que quase todos contam com LED vermelho ou verde.
     Em meados de 1990, Akasaki, Amano e Nakamura tiveram sucesso no uso de nitreto de gálio para a criação de um tipo LED que emite luz azul. Este era um feito bastante esperado porque, com aprimoramentos (aplicação de uma camada de fósforo, por exemplo) ou em combinação com LEDs de outras cores, o novo diodo possibilitaria a geração de luz branca.
     Graças ao aperfeiçoamento da tecnologia, LEDs já são amplamente utilizados em painéis de TVs e monitores, por exemplo. Mas o efeito mais visível está, de fato, na viabilização de lâmpadas de LED emissoras de luz branca.
     De modo geral, lâmpadas do tipo são vantajosas por três razões: iluminam mais, têm maior durabilidade e, principalmente, gastam menos energia quando comparadas às lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
     É verdade que lâmpadas de LED também são mais caras, mas o maior tempo de vida útil e a economia de energia proporcionada tendem a compensar o preço mais elevado. Além disso, com a popularização do produto, dá para esperar por valores um pouco mais convidativos nos próximos anos.
     Não há dúvidas de que o trio mereceu a premiação. A Real Academia Sueca de Ciências vê até um contexto social na invenção: “a lâmpada de LED é uma grande promessa para o aumento da qualidade de vida de mais de 1,5 bilhão de pessoas ao redor do mundo que não têm acesso às redes de eletricidade – graças ao baixo consumo, pode-se alimentá-la com energia solar local”.
     Em virtude do prêmio, Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura dividirão uma bolada de 8 milhões de coroas suecas, valor equivalente a pouco mais de US$ 1 milhão.

Fonte: ExtremeTech

Beleza rabiscada







Conheça o Android 5.0 Lollipop (Pirulito) - novos recursos e mais bonito


     O Google acaba de anunciar o lançamento da mais nova versão do Android: é o Lollipop, e ele é lindo. Além da interface de usuário baseada no Material Design, o Android 5.0 também traz vários recursos novos.
     O Android Lollipop será disponibilizado para o Nexus 4, 5, 7, 10 e para dispositivos Google Play Edition “nas próximas semanas”, de acordo com o Google. Por sua vez, a Motorola vai atualizar o Moto X (1ª e 2ª gerações), Moto G (1ª e 2ª gerações), Moto G 4G, Moto E e a linha Droid Ultra/Maxx/Mini lançada nos EUA. As outras fabricantes ainda não se manifestaram.
Mais versátil
     O Google descreve o Lollipop como “a maior e mais ambiciosa atualização do Android”. A empresa diz que ele é bastante flexível e quer que ele se destaque em múltiplas plataformas.
     A nova versão do Android chega ao mesmo tempo em três dispositivos Nexus projetados pelo Google – o Nexus 6, Nexus 9 e Nexus Player – mas o sistema operacional foi feito para rodar bem em dispositivos básicos com 512 MB ou mais. Isso começou no KitKat, e vai continuar: as melhores características do Material Design devem funcionar em smartphones mais simples. Isso garante que enormes mercados emergentes, como China e Índia, não percam o melhor do Lollipop.
Mais seguro
     O sistema operacional também é muito sintonizado com a era pós-Snowden, e já vem com criptografia ativada por padrão. Ele também permite alternar entre perfis de usuário no mesmo smartphone; até então, o recurso só existia em tablets Android. Isso é algo bacana para os pais que querem deixar o filho usar o smartphone, sem deixá-los ter acesso a seus dados pessoais.
     Você pode até mesmo fixar uma tela específica para que outra pessoa possa acessar esse conteúdo e nada mais. Finalmente, o novo recurso Android Smart Lock permite desbloquear seu dispositivo com um smartwatch, com o carro, ou até mesmo usando expressões faciais.
Mais flexível
     O Android Lollipop também não decepciona quando o assunto é personalização. A tela de bloqueio agora reúne notificações com um nível de controle impressionante. Você pode escolher quais apps e pessoas podem gerar notificações: dessa forma, você não será interrompido por um colega qualquer, mas saberá quando sua mãe entrar em contato. Isso se chama Priority Mode e pode ser ativado com o botão de volume.
     As notificações agora aparecem como cards, na parte superior da tela e você pode realizar ações diretamente nela, como responder a uma mensagem. E quando você estiver jogando, ligações não vão mais pausar o jogo: elas aparecem como uma notificação na tela.
Mais conectado
     O Lollipop é projetado para facilitar a alternância entre um dispositivo Android e outro. Por exemplo, você pode começar a assistir a um filme em um tablet Nexus e continuar de onde parou em um smartphone Nexus. Esse tipo de experiência vai funcionar também com o Nexus Player, primeiro dispositivo com Android TV.
Mais bonito
     Temos ainda o Material Design, que padroniza e simplifica a interface de usuário no Android, mas também tem uma abordagem inovadora sobre como o design deve funcionar em diferentes dispositivos. O Material Design cria várias camadas de informação com animações, sombras e efeitos, criando uma tridimensionalidade para ser tão útil em um smartwatch quanto em um tablet.
     Também há outras novidades que o Google discutiu em junho: a runtime ART para acelerar o desempenho de apps; APIs para criar apps com recursos gráficos melhores; e o modo Battery Saver, que aumenta a duração da sua bateria em até 90 minutos quando ela estiver acabando

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Emissora de televisão de Sobral já transmite com sinal digital


     A NordesTV, emissora sobralense filiada ao SBT, está transmitindo com sinal digital, em fase experimental de testes, desde o dia 22 de setembro último. A emissora transmite os programas produzidos pelo SBT, em SDTV e HDTV através do canal 39 UHF e no 48.1 UHF virtual. A NordesTV foi a primeira emissora a entrar no ar com a nova tecnologia em Sobral. No dia 26 de setembro a emissora realizou a primeira transmissão 100% digital no debate entre os candidatos a governador do estado para Sobral e região, no Teatro São João. A transmissão digital está em fase de implantação também em Fortaleza e em algumas cidades cearenses que recebem o sinal da NordesTV.
     Para sintonizar o canal digital em HD, basta fazer uma busca automática no menu do seu televisor, isto se o seu aparelho suportar TV digital. Caso seu televisor não tenha suporte à TV digital, você terá que adquirir um conversor. 

Eu estaciono feito um idiota














Google vai ligar Brasil aos Estados Unidos por cabo submarino de fibra ótica


     Se havia dúvidas da importância da América Latina para o Google, agora não há mais: na tarde da quinta-feira, 9/10, a companhia surpreendeu ao anunciar que irá construir um cabo submarino de fibra óptica para interligar a região aos Estados Unidos.
     Para ser mais exato, o cabo conectará Boca Raton, na Flórida (sul dos Estados Unidos), às cidades de Fortaleza (CE) e Santos (SP). Segundo o Google, a rede terá mais de 10 mil quilômetros de extensão depois de concluída.
     O sistema será construído e gerido por um consórcio que, além do Google, inclui as operadoras Algar Telecom (atuante no Brasil) e Antel (Uruguai). A Angola Cables, companhia angolana especializada em sistemas de fibra óptica, também fará parte do grupo.
     A proposta é um tanto quanto óbvia: melhorar a infraestrutura de telecomunicações da região. Segundo a Algar, a rede será formada por seis pares de fibra óptica que, juntas, oferecerão capacidade de transmissão de pelo menos 64 Tb/s (terabits por segundo).
     Não é de se estranhar a atenção dada à América Latina: segundo estimativas do Google, a região registra, atualmente, quase 300 milhões de usuários online. Como este número cresce rapidamente, é preciso adicionar capacidade à infraestrutura para garantir qualidade e segurança nas comunicações.
     O custo do projeto está calculado em US$ 400 milhões, aproximadamente. O Google não revelou quanto irá desembolsar, ao contrário de Algar e Antel: US$ 60 milhões e US$ 73 milhões, respectivamente.
     O consórcio espera que a rede fica pronta até o final de 2016.

domingo, 19 de outubro de 2014

O fascismo cresceu, insuflado pela imprensa


     Vale a pena ler a reflexão de Paulo Moreira Leite, sobre a agressividade crescente de alguns grupos contra outros cidadãos brasileiros, por preconceito contra quem pensa (e vota) diferente de você.
     Agressividade e fascismo insuflados pela mídia.
     O discurso do ódio da mídia já criou até mesmo um terrorista.
     Até onde isso vai?
     Pouco se fala disso na mídia brasileira, porque ela sempre tentou vender a imagem de que a imprensa é apenas irmã da democracia.
     Sim, é irmã, mas é também a traidora e a carrasca.
     A imprensa vive traindo a democracia e apoiando a ditadura e o fascismo.
   Todos os movimentos fascistas tiveram início na imprensa, inclusive o brasileiro, que culminou no golpe de 64.

     O FASCISMO À ESPREITA NA RETA FINAL

     18 de outubro de 2014 - por Paulo Moreira Leite, em seu blog.

    Atos de violência e intimidação são resultado previsível de uma política de criminalização da política e dos políticos
     Na quinta-feira, quando Dilma teve uma queda de pressão no SBT, um médico gaúcho usou o twitter para mandar essa “#%&!##”chamar um “médico cubano.”
     (Dois dias antes, ao sair do carro no estacionamento da TV Band, para o debate anterior, a presidente foi recebida pelos gritos de um assessor parlamentar adversário. Ouviram-se coisas como “vaca”, “vai para casa…”)
     No Rio, o cronista Gregório Duvivier passou a receber diversos tipos de ameaça depois que publicou um texto onde deixou clara sua preferência por Dilma.
     Agressores avançaram sobre o escritor Enio Gonçalves Filho, blogueiro com momentos de boa inspiração — e que é cadeirante — quando ele se dirigia ao Churrasco dos Desinformados, na Praça Roosevelt. Enio se dirigia a um protesto para responder ao comentário de Fernando Henrique Cardoso sobre a vantagem de Dilma nos estados do Nordeste (“O PT está fincado nos menos informados, que coincidem de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT. É porque são menos informados,” disse FHC).
No meio do caminho, três sujeitos avantajados tentaram obrigar Enio a tirar sua camisa vermelha — ele é petista — e chacoalhavam sua cadeira de rodas.
     Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra dentro da corrida presidencial. Com o título de “Dignidade Médica”, as postagens do grupo pregam “castrações químicas” contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um “holocausto” contra os eleitores de Dilma.
     Eleições apertadas, que envolvem projetos políticos distintos, podem gerar conflitos entre eleitores que chegam a lembrar torcidas de futebol. Mas estamos assistindo a uma situação diferente: ações agressivas destinadas a dar suporte a uma ideologia política de exclusão e negação de direitos elementares.
     A maioria dos estudiosos costuma ligar a emergência do ódio político, sentimento que está na base dos movimentos fascistas, a situações de crise econômica, quando a maioria das pessoas não enxerga uma saída para suas vidas nem para suas famílias. Embora a economia brasileira tenha crescido pouco em 2014, ninguém definiria a situação do Brasil como catastrófica.
     Ao contrário do que ocorria na Europa dos anos 20 e 30, que viu nascer os regimes de Benito Mussolini e Adolf Hitler, o Brasil não se encontra numa situação de superinflação nem de desemprego selvagem. A média dos últimos quatro anos de inflação é a segunda mais baixa da história do IBGE — numa linha que vai até 1940.
     O desemprego é o menor da história e continua caindo. Nada menos que 123 000 novos postos de trabalho foram criados em setembro 2014. É inegável que ao longo dos anos ocorreram avanços na distribuição de renda, no combate a desigualdade, na ampliação dos direitos das maiores que passavam excluídas pela historia.
     A intolerância de 2014 tem origem política e tem sido estimulada pelos adversários do PT e Dilma. Procura-se questionar a legitimidade de suas decisões e rebaixar moralmente os eleitores os apóiam.
     Em 2006, quando Lula foi reeleito, um ano e meio depois das denúncias de Roberto Jefferson, o Estado de S. Paulo publicou uma reportagem tentando sustentar que “a aceitação da corrupção na política está mais presente entre os eleitores de baixa renda.”
     Ao fazer pesquisas que associavam valores morais aos anos de educação formal de um cidadão, o estudo A Cabeça do Brasileiro sugeria que a baixa escolaridade — condição da maioria da população — tornava a parcela menos educada da população mais vulnerável ao “jeitinho” e outras práticas condenáveis.
     Procurando entender a origem do fascismo nas primeiras décadas do século passado, Hanna Arendt deixou lições que podem ser úteis para o Brasil de 2014.
     Hanna Arendt usava uma expressão interessantíssima — “amargura egocêntrica” — para definir a psicologia social dessas pessoas que integravam movimentos de vocação fascista. Ela escreveu: “a consciência da desimportância e da dispensabilidade deixava de ser a expressão da frustração individual e se tornava um fenômeno de massa.”
     É sempre interessante recordar um levantamento feito em 2011 pelo instituto Data Popular. Entrevistando 18 000 cidadãos na parte superior da pirâmide de renda, o DataPopular descobriu que:
55,3% concordam que deveria haver produtos para ricos e pobres
48,4% concordam que a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população
62,8% concordam que estão incomodados com o aumento das filas
49,7% concordam que preferem frequentar ambientes com pessoas do seu nível social
16,5% concordam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em alguns lugares
26,4 % concordam que o metrô aumenta a circulação de pessoas indesejáveis na região em que moram
17,1% concordam que todos os estabelecimentos deveriam ter elevadores separados.
     A intolerância e o ódio cresceram no Brasil com uma consequência inevitável de um movimento destinado à criminalização da política e dos políticos — em particular do Partido dos Trabalhadores, nascido para ser “aquela parede protetora” das classes assalariados e dos mais pobres, para usar uma expressão de Hanna Arendt. Pela destruição das barreiras de classe, que permitem distinguir um partido de outro, os interesses de uns e de outros, firmou-se o conceito de que nossos homens públicos são autoridades sem escrúpulo e bandidos de alta periculosidade, sem distinção, descartáveis e equivalentes, “não apenas perniciosas, mas também obtusas e desonestas, ” como escreveu a mestra.
     As atitudes agressivas e tentativas de humilhação nasceram durante o julgamento da AP 470, no qual se assistiu a um espetáculo seletivo de longa duração. Enquanto os acusados ligados ao PT e ao governo Lula eram julgados em ambiente de carnaval cívico-televisivo, num espetáculo transmitido e estimulado por programas de TV, os acusados do PSDB, envolvidos nos mesmos esquemas, dirigidos pelas mesmas pessoas — e até com mais tempo de atividade — foram despachados para tribunais longe da TV, a uma distancia de qualquer pressão por celeridade. Sequer foram julgados — embora a denúncia seja anterior.
     Há outros componentes no Brasil de 2014. A referencia sempre odiosa aos médicos cubanos que respondem pelo atendimento de brasileiros que nossos doutores verde-amarelos não têm a menor disposição de atender, revela o casamento do preconceito com um anticomunismo primitivo, herança viva da ditadura de 1964. Permite ao fascismo recuperar o universo Ame-o ou Deixe-o, assumir-se como aliado da ditadura sem dizer isso de forma explícita.
     O progresso social dos últimos anos ajudou a criar ressentimento de camadas de cima que se veem ameaçadas — — em seu prestígio, mais do que por outra coisa – em função do progresso dos mais pobres, essa multidão despossuída que na última década conseguiu retirar uma fatia um pouco mais larga do bolo da riqueza do país.
     Em 2010, a vitória de Dilma Rousseff foi saudada em São Paulo por um grito no twitter: “Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”, escreveu uma estudante de Direito. Três anos mais tarde, ela foi condenada um ano e cinco meses de prisão, mas teve a pena transformada em prestação de serviços comunitários.
     “O que perturba os espíritos lógicos é a indiscutível atração que esses movimentos exercem sobre a elite “, escreveu Hanna Arendt.
     Richard Sennet, um dos principais estudiosos das sociedades contemporâneas, definiu o ressentimento como a convicção de que determinadas reformas em nome do povo “traduzem-se em conspirações que privam as pessoas comuns de seu direito e seu respeito.” Os benefícios oferecidos aos mais pobres resultam em insegurança e insatisfação por parte dos cidadãos que estão acima das políticas sociais dirigidas às camadas inferiores, explica Sennet, para quem essas pessoas tem o sentimento de que o governo “não conhece grande coisa de seus problemas, apesar de falar em seu nome.”
     Mas quais seriam estes problemas? Hanna Arendt falou em “amargura egocêntrica.”
   Na década de 1950, poucas medidas de Getúlio Vargas despertaram o ódio de seus adversários como a decisão de aumentar o salário mínimo em 100%. Pouco importava que esse número se baseasse na inflação do período anterior, de inflação altíssima. A questão é que, com um salário desses, um operário da construção civil poderia ganhar o mesmo que um militar de baixa patente e outros funcionários públicos — e isso era inaceitável num país onde o trabalho de um pedreiro era visto como a herança da escravidão.

     O fim da história nós sabemos.

(Texto e foto extraídos do blog Tijolaço)

Aécio Neves e seu "duping delight"


          Para psicólogo, expressões faciais de Aécio Neves em debate da Band mostram “desprezo” por adversária.
   De acordo com doutor em Psicologia da UnB, a “excessiva quantidade de microexpressões de desprezo transmite uma ideia de narcisismo, de superioridade presumida, o que não agrada ao eleitor comum”
     Sergio Senna Pires é doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Atualmente, é servidor efetivo na Câmara dos Deputados como Consultor Legislativo nas áreas de Defesa Nacional, Segurança Pública e Direitos Humanos.  Além disso, Senna Pires desenvolve trabalhos acadêmicos nas temáticas de análise da mentira, linguagem corporal e regulação do comportamento por crenças e valores.
     Analisando os debates entre presidenciáveis na disputa eleitoral deste ano, o psicólogo publicou, em sua página profissional, uma análise das expressões faciais do candidato Aécio Neves (PSDB), que tem gerado polêmica por ser considerado “debochado” e “agressivo” em suas colocações. Abaixo, republicamos a análise de Sergio Senna Pires na íntegra:
Aécio Neves e o Duping Delight
     Depois do debate do segundo turno na Rede Bandeirantes de Televisão, comecei a notar uma grande movimentação nas redes sociais dando conta do desprezo mostrado pelo candidato à Presidência da República Aécio Neves.
     Eu havia identificado diversas expressões de desprezo durante as falas, mas não pensei que fossem causar o impacto que causaram. Hoje, analisaremos essas expressões e explicarei o duping delight.
O que é o duping delight?
     O duping delight (não existe uma expressão em Língua Portuguesa) na literatura científica norte-americana é, numa tradução livre, o prazer proveniente do ato de enganar. Penso que é mais adequado entender que é um prazer proveniente do êxito de uma estratégia ou mesmo da antecipação psicológica desse êxito, não necessariamente associado ao ato de enganar.
Vejam:



      É uma emoção irresistível, inicialmente não consciente também associada ao risco ou à fuga dele. Também aparece nas situações em que há desprezo pelo interlocutor ou pela situação em questão. Outro cenário em que aparece é diante do orgulho soberbo em compartilhar conquistas ou em alguém que busca a admiração pelas suas façanhas. É muito difícil de conter, por isso vale a pena aprender a identificá-la.
     Quando uma pessoa sente que seu plano vai dar certo, ela pode mostrar o duping delight. Um exemplo disso é aquele sorrisinho discreto e unilateral que seu algoz no trabalho exibe quando você passa por alguma dificuldade em frente aos colegas. Dessa forma, essa expressão também está associada ao desprezo que alguém sente em relação à outra pessoa…. Veja a figura ao lado e tente lembrar se já viu essa expressão.
Aécio no debate da Band
     A quantidade de expressões de desprezo mostradas pelo candidato Aécio Neves durante o debate foi notadamente alta. Sob o ponto de vista comportamental, isso explica o porquê da impressão que as pessoas tiveram. Apesar de não serem técnicos e não conseguirem explicar as suas impressões, o sentimento é que Aécio desprezava Dilma… Esse foi o comentário nas redes sociais. Como expliquei acima, não há uma indicação positiva no uso dessa expressão…. O candidato Aécio Neves só perde com ela.
Vejam as expressões:


     Em apenas uma rodada de perguntas e respostas (cerca de 5 minutos), referentes às investigações de corrupção na Petrobras, contamos 7 expressões de Duping Delight, mostradas acima. É muito…
     Mostrar expressões de duping delight é vantajoso?
     Como estratégia, mostrar o duping delight não é vantajoso para Aécio. A excessiva quantidade de microexpressões de desprezo transmite uma ideia de narcisismo, de superioridade presumida, o que não agrada ao eleitor comum. Os correligionários do PSDB não ficarão incomodados, mas em um momento crítico da campanha, esse tipo de indicador não verbal é, certamente, negativo.

Do Portal Fórum

iOS 8.1 será lançado amanhã, para corrigir bugs do 8.0.2



     Um mês após o lançamento do iOS 8, a Apple diz ter ouvido o feedback dos usuários e melhorou algumas coisas para a versão 8.1 de seu sistema móvel. Ele estará disponível para download a partir da segunda-feira, dia 20 de outubro.
     O iOS 8.1 traz de volta o Rolo da Câmera, um recurso removido no 8, além do iCloud Photo Library em versão beta – um recurso que permite acessar todas as suas fotos armazenadas na nuvem a partir do seu iPad ou iPhone. O iOS 8.1 também vai adicionar o suporte ao Apple Pay no iPhone 6 e 6 Plus – recurso que deve ficar restrito aos EUA ao menos nos primeiros meses.

sábado, 18 de outubro de 2014

Sobral ontem e hoje



Oi lança chip de três tamanhos


      A Oi pretende tornar mais fácil a troca de chip em smartphones. A companhia de telefonia lançou na segunda-feira (06) um chip de três cortes, capaz de se adaptar a qualquer padrão encontrado no mercado, entre SIM, microSIM e nanoSIM.
     O grande objetivo do produto é oferecer liberdade aos usuários. O chip pode ser destacado da estrutura para ficar menor, e reposto quando houver necessidade de usá-lo em um aparelho que suporte somente uma versão maior do pequeno circuito.
     O produto é exclusivo da empresa, e chega, ao menos por enquanto, somente aos clientes do plano “Oi Galera” nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A companhia ainda não deu previsão sobre a chegada da novidade em outros estados e planos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O homem e suas estranhas máquinas voadoras


     Com o estranho apelido de “púlpito voador” esta curiosa aeronave entrou para o panteão das aeronaves mais esquisitas já feitas na Terra.
     Seu nome verdadeiro era mais legal: Williams X-Jet.
     A principal característica desta curiosa aeronave é que ela não tinha asas e nem hélices ou rotores aparentes. O visual lembrava um barril voador, e era (ainda é) muito associado a um Ufo.
     O barril voador podia se mover em qualquer direção, acelerar rapidamente, podia estacionar no ar e também girar sobre seu eixo, ficando no ar por até 45 minutos. Ele permitia seu piloto a trafegar a velocidades de até 60 milhas por hora (100 km / h).
     Mas com todas essas vantagens, por que diabos o púlpito voador não deu certo?
     A explicação disso envolve a gênese do projeto. Criado como uma aeronave militar, ele se revelava um conceito frágil, porque deixava o piloto Exposto para qualquer atirador distante brincar de tiro ao alvo. Os motores que mantinham o equipamento no ar também emitiam muito barulho para que ele operasse de forma discreta, atraindo a atenção para o aparelho. Outro calcanhar de Aquiles do projeto, é que ele só levava um passageiro, que era o piloto. A maquina não tinha motores suficientes para transportar cargas, conferindo a ela um papel quase de enfeite para aplicação num conflito real.
     O aparelho foi avaliado pelo Exército dos EUA na década de 1980, e foi considerado inferior às capacidades de helicópteros e pequenas aeronaves não tripuladas.
     No entanto, eu creio que o curioso equipamento nunca foi visto sob a ótica da diversão. Ele poderia ser muito útil para diversos pesquisadores, como os que estudam as copas das árvores, ou que pesquisam em áreas de difícil acesso. Esse tipo de equipamento teria aplicação como equipamento de recreação, quase como um carro voador dos Jetsons.

Fonte: Mundo Gump

Sei não, mas... sei lá


Mulher teve bebê com útero transplantado


       Após ter o útero transplantado, uma mulher na Suécia gestou e deu à luz um pequeno menino. O bebê recebeu o nome de Vincent, que significa “para conquistar”. Vincent é o primeiro bebê do mundo a nascer de um útero transplantado. A operação em si só havia sido tentada outras duas vezes antes de janeiro, quando um médico sueco efetuou o mesmo procedimento em oito outras mulheres.
     O menino nasceu prematuro, mas saudável. A mãe, que preferiu permanecer anônima, descobriu quando tinha 15 anos que nasceu sem útero e nunca poderia ser mãe de forma natural.
     “Foi um sentimento fantástico, mesmo passando anos e anos triste e sem esperança, na primeira vez que vi meu bebê, me senti como uma mãe.”
     O útero transplantado veio de uma pessoa próxima da família que tinha 61 anos. O esperma e o óvulo vieram dos pais, que são muito mais jovens, e foram implantados cirurgicamente no útero para evitar problemas de fixação do óvulo.
     O nascimento de Vincent é um grande marco para medir o sucesso do transplante, uma vez que o órgão não deve ficar no corpo da paciente para sempre. Em vez disso, a ideia é que a mulher possa gestar uma ou duas crianças e então ter o órgão removido do corpo, impedindo a rejeição do útero doado e interrompendo o uso contínuo de imunossupressores, necessários para virtualmente todos os transplantados, o que deixa os pacientes muito suscetíveis a infecções. Então, o quanto antes a mulher transplantada tiver a família que deseja, melhor.
    É tão legal ver coisas como essa acontecendo e perceber que vivemos em um tempo em que a medicina pode não curar todos os males do corpo, mas pode tratar algumas almas aflitas.