O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

sábado, 25 de outubro de 2014

Conheça o Nexus Player - o primeiro conversor de mídia com Android TV


     O primeiro dispositivo com Android TV é o Nexus Player, uma set-top box em formato de disco de 220 gramas criada para reproduzir todos os seus filmes e rodar todos os seus jogos de Android.
     Equipado com um processador Intel Atom de 1,8GHz com placa gráfica PowerVR Series 6, 1GB de RAM e 8GB de armazenamento interno, é o primeiro dispositivo com a nova plataforma Android TV – sistema criado para ser tudo o que a Google TV não conseguiu ser.
     Enquanto a Google TV tinha uma experiência de usuário confusa e uma pequena coleção de apps e jogos, a Android TV tem toda a potência do Android em uma interface bastante simplificada, mais ou menos como a Amazon Fire TV – e ainda é compatível com um controle para jogos idêntico que é vendido separadamente.
     A Android TV conta com uma interface flat que permite fazer scroll para cima, para baixo, esquerda ou direita, para navegar por todas as suas aplicações com um controle remoto incrivelmente simples. Ele tem apenas quatro botões e um direcional, além de controle de voz – aperte o botão do microfone e fale com o controle remoto.
     Se o Google jogar as cartas certas, você não terá muita dificuldade para navegar nem fazer busca por voz: a Android TV supostamente sugere coisas com base nos dados que o Google coleta sobre a sua conta, e apresenta as recomendações assim que você liga o aparelho.
     O Nexus Player também funciona como um Chromecast, o que significa que você pode iniciar ou resumir qualquer conteúdo de PCs, smartphones e tablets ao pressionar um único botão para enviar as instruções para o pequeno disco. Comece assistindo no seu smartphone e continue vendo pela TV quando chegar em casa. Vá buscar um lanche na cozinha e leve o seu filme com você. E, diferentemente do Chromecast, o Nexus Player é mais rápido e usa Wi-Fi dual-band 802.11ac.
     Nos EUA, o Nexus Player começou a ser vendido no dia 17 de outubro por US$ 99.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A invenção da camiseta


     A camiseta é, sem dúvida, a peça de vestuário mais popular no mundo inteiro. Com uma imensa variedade de estilos, cores e tamanhos, há literalmente uma camiseta para cada pessoa. Mas de onde essa peça icônica surgiu e como ela se tornou tão popular?
     As camisetas são uma adição relativamente nova para nossos guarda-roupas coletivos e só se tornaram peças de roupas aceitáveis há cerca de meio século. Por mais que a vestimenta em si exista em uma forma reconhecível (com mangas mais curtas e golas mais amplas) desde o começo do século 20, ela era quase que universalmente usada como roupa de baixo e raramente, ou nunca, usada em público.
     Então de onde vieram as camisetas? Acredita-se que elas evoluíram de roupas íntimas tudo-em-um feitas de flanela vermelha que eram populares entre operários no século 19. Essas vestimentas, conhecidas como “union suit“, foram patenteadas em 1868 em Nova York e eram baseadas em roupas íntimas parecidas, populares entre mulheres na era Vitoriana. A versão masculina era ótima em manter homens aquecidos, mas não servia para nada durante o verão, a não ser que fossem cortadas pela metade, o que muitos operários faziam. Ao fazer isso, eles criaram a parte superior do que muitos de nós conhecem hoje como “ceroulas”, uma vestimenta semelhante que consiste em duas peças separadas de roupas íntimas.
     As ceroulas em si existem desde o século 17, quando eram bastante populares entre operários e pobres, mas se tornaram mais importantes durante a Era Vitoriana, junto com as Union Suits, quando serviam para que as mulheres mantivessem suas cinturas finas, ao usar menos camadas de roupas em torno da cintura, ao mesmo tempo que mantinham o corpo delas aquecido. Diferentemente das Union Suits, que desde então se tornaram motivo de piada (principalmente devido ao fato delas terem uma abertura na bunda), as ceroulas não perderam muita popularidade e continuam mantendo pessoas aquecidas até hoje.
     Em algum momento do século 19, as pessoas que faziam essas vestimentas começaram a experimentar tecidos diferentes e outros formatos para tornar o produto mais confortável. Isso resultou na criação de camisas de baixo sem botões, feitas de lã e algodão, cujo colarinho você podia esticar com a cabeça sem que ele ficasse destruído rapidamente.
     Apesar da data exata da invenção desses chamados pulôveres, assim como quando os trabalhadores começaram a usá-los, seja desconhecido, sabemos que eles não eram considerados algo a ser usado no dia a dia sem outra peça de roupa por cima. Havia até mesmo leis nos anos 1890 em lugares como Havana que diziam que era ilegal usar essas peças de roupa sozinhas em público.
     O destino do que se tornaria camiseta começou a mudar em 1904, quando a Cooper Underwear Company começou a promover a solteiros o que ela chamou de “camisas interiores de solteiro”. O objetivo era vender a ideia de que uma única peça de tecido sem botões seria mais durável do que as com botões, além de exigir menos manutenção.
     Por que isso foi importante para a história das camisetas? Porque logo depois disso, a Marinha dos EUA, que empregava muitos solteiros com habilidades limitadas de costura, oficialmente incorporou as camisas interiores sem botões ao seu uniforme.
     De acordo com as Regulamentações de Uniforme da Marinha dos EUA de 1905, a camisa interior de algodão era exatamente isso – uma camisa para ser usada por baixo do uniforme do marinheiro. Para não dizer que não havia exceções: de acordo com a regulamentação, os marinheiros podiam usar uma camisa interior leve de algodão “de padrão idêntico” em climas quentes a critério dos seus comandantes, enquanto os marinheiros que trabalhavam em máquinas eram autorizados a usar a camiseta improvisada para se sentirem mais confortáveis, se assim preferissem.
     Essa camisa interior ganhou popularidade no Exército dos EUA alguns anos depois durante a Primeira Guerra Mundial, sendo usada por soldados, e muitos deles levaram o jeito de se vestir para casa.
     Pouco após o fim da guerra, o autor F. Scott Fitzgerald se tornou a primeira pessoa conhecida a usar a palavra “camiseta” (ou t-shirt, em inglês), em seu romance Este Lado do Paraíso, como um dos itens que o personagem principal leva para a universidade. E, de fato, uma mudança bem pequena no design das camisetas antigas veio das universidades, com a invenção da camiseta com gola arredondada em vez de colarinho. Isso ocorreu em 1932 e foi feito pelo Jockey International Inc a pedido da Universidade do Sul da Califórnia, que queria uma vestimenta mais leve e absorvente para jogadores de futebol americano usarem por baixo dos uniformes para evitar fricção e atrito das proteções. A camiseta resultante se tornou incrivelmente popular entre os jogadores e não demorou muito até estudantes começarem a usá-la.
     Quando a Segunda Guerra Mundial começou, a camiseta “moderna” já era comum em escolas e universidades pelos EUA, mas não era onipresente e ainda era usada por adultos, por exemplo, como uma camisa interior. Existiam algumas exceções, claro; por exemplo: trabalhadores de ambientes quentes, como fazendeiros. O que fez com que elas se tornassem populares entre todos foi o fim da guerra, quando os soldados voltaram para casa e começaram a incorporar a vestimenta ao guarda-roupa tradicional, da mesma forma como faziam durante a guerra.
     A popularidade das camisetas como vestimentas externas aumentou graças a Marlon Brando e seu papel de Stanley Kowalski em Um Bonde Chamado Desejo, que mostrava Brando usando uma camiseta apertada. A atuação incrível de Brando tanto na peça quanto no filme de 1951 fez com que as vendas de camisetas disparassem nos EUA, provando ao mundo que elas poderiam ser usadas no cotidiano.
     Não demorou muito para perceberem o potencial de marketing dessas vestimentas aparentemente simples, e logo muitas empresas passaram a colocar estampas nas camisetas. E o resto, como dizem, é história.

Sei não, mas... sei lá


O homem e suas estranhas máquinas voadoras II


       O X-jet era quase uma evolução da famosa “plataforma voadora”, Hiller VZ-1 Pawnee, que sem melhor definição, era um DISCO VOADOR com um sujeito em cima.
     Esse treco funcionava como um Segway. O piloto inclinava seu corpo para a direção que queria ir e ia. Diz a história do equipamento que ele era dificílimo de manobrar e contava com todas as desvantagens de levar quase nada de peso, falta de autonomia, atraía muita atenção e deixava o piloto quase com uma plaquinha de alvo nas costas.
     O conceito original foi desenvolvido por Charles H. Zimmerman no final de 1940. O projeto foi levado à cabo pela Hiller e De Lackner Company. Havia dois modelos principais, o modelo ONR 1031-A-1 e outro, um pouco maior chamado VZ-1 Pawnee, produzido em 1956 para o exército americano. Três aeronaves de cada modelo foram construídas como protótipos. Nenhuma delas foi colocada em produção.
     Eu queria ter um troço desses só para atravessar o Girador do Arco se enfrentar aquele trânsito.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Plastc - um cartão com que promete substituir todos os seus cartões


        Um cartão de crédito é tão fino que fica difícil imaginar o que mais ele pode incluir de tecnologia além da tarja magnética e do chip de segurança. Por isso o Plastc parece tão sensacional: é um cartão universal que serve ao mesmo tempo como cartão de crédito, cartão de débito, cartão fidelidade e gift card. Ele tem a missão de substituir todos os cartões da sua carteira por apenas um.
     O Plastc é um cartão de tamanho padrão que sincroniza com o seu smartphone por Bluetooth. Ele possui uma memória flash integrada que consegue armazenar até 20 cartões. Inclua aí não apenas cartões bancários: como ele tem chip RFID, os recursos podem ser estendidos para que o Plastc funcione até mesmo como um cartão de acesso na empresa em que você trabalha, por exemplo.
     Na tela e-ink sensível ao toque, o Plastc pode exibir o número do seu cartão de crédito, o nome completo, a data de validade e a bandeira, além de dados mais complexos, como sua foto — assim, você não precisa mostrar seu documento para que o atendente confirme sua identidade. E como ele possui uma tarja e um chip EMV, assim como qualquer outro cartão bancário, o Plastc passa em qualquer maquininha. De acordo com os criadores, ele suporta as bandeiras Visa, MasterCard e American Express.
     A integração entre o cartão e o smartphone por meio de conexão Bluetooth permite duas funções bacanas. Primeiro, o aplicativo do Plastc consegue puxar um histórico das suas transações para você controlar melhor suas finanças. Segundo, o Plastc limpa todos os dados e exibe uma mensagem de bloqueio caso você o perca. Isso acontece automaticamente se o cartão e o smartphone ficarem muito tempo sem se comunicar.
     Obviamente, todos esses recursos dependem de uma bateria interna para funcionar, mas o GigaOM afirma que a autonomia é de até 30 dias, o que parece bastante satisfatório para mim — especialmente para um objeto com apenas 0,8 mm de espessura. Quando a carga acabar, o Plastc pode ser recarregado com um carregador sem fio.

Charme em Preto & Branco







Ímãs para melhorar a memória


    Quem nunca se esqueceu de algo e ficou irritado com isso? Sejam nomes, datas, aniversários ou se até mesmo de fechar o carro. A construção de memórias está relacionada a vários fatores, porém as perdas de memória se aceleram com o passar da idade e por doenças neurodegenerativas.
     Agora, através da aplicação de pulsos eletromagnéticos na cabeça para determinar as regiões do cérebro, os pesquisadores descobriram uma maneira de aumentar o desempenho da memória em pessoas saudáveis. Os novos estudos correlacionaram as redes neurais que mantém as memórias e podem levar à terapias para pessoas com déficit de memória.
     A estimulação magnética transcraniana (ou transcranial magnetic stimulation, TMS) é uma terapia cada vez mais popular para os transtornos psiquiátricos que envolve a colocação de um certo tipo de ímã no couro cabeludo para estimular diferentes regiões do cérebro. Embora os pesquisadores não tenham certeza por que ou como ele funciona, parece beneficiar alguns pacientes. No ano passado, por exemplo, a Food and Drug Administration norte-americana aprovou vários dispositivos TMS para o tratamento de enxaquecas e depressão.
     Estudos também têm demonstrado que a técnica pode melhorar o desempenho em diferentes tipos de testes de memória, mas alguns pesquisadores têm investigado se os benefícios persistem após a parada da estimulação.
     Após a realização de um teste de memória para os participantes, a equipe começou as sessões de estimulação cerebral, incidindo rapidamente pulsos magnéticos em uma área pequena, do tamanho da ponta de um dedo, em direção à parte de trás do crânio durante 20 minutos por dia. A localização do estímulo era um pouco diferente entre os indivíduos, baseado em imagens do cérebro que mostram suas conexões únicas entre o córtex parietal e hipocampo, Voss explica. Após cinco dias, os participantes receberam uma pausa de 24 horas da estimulação e foi pedido para eles repetirem o teste de memória. Pessoas que receberam TMS melhoraram sua pontuação em cerca de 20% a 25%, enquanto o grupo controle, que não recebeu a estimulação, obteve pouca ou nenhuma melhora, é o que Voss e seus colegas relatam na revista online da Science. As varreduras do cérebro também mostraram um aumento na quantidade de comunicação entre o hipocampo e o córtex parietal em indivíduos que receberam a estimulação.
     Estudos como este levantam a questão ética de saber se é uma boa ideia usar a tecnologia em pessoas saudáveis ​​para alterar um cérebro considerado “normal”. Por um lado, não está claro quanto tempo essa recarregada para melhorar duraria, ou se mudança para o cérebro poderia ser permanente. E, embora a perspectiva de valorização da memória possa ser atraente para aqueles de nós que estão sempre acostumamos a perder as chaves, é possível que o aumento da função em uma habilidade cognitiva diminua uma outra função, segundo o pesquisador Pascual-Leone: “O cérebro pode ser um jogo de ‘soma zero’ nesse sentido”.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Beije muuuuuito


      Quando o assunto é beijo, é raro encontrar alguém que não se interesse.
     Toda a humanidade gosta do beijo, que cumpre uma função universal e social, sendo a base dos relacionamentos e da proximidade humana.
     Se beijo é um assunto do seu interesse, confira a lista a seguir, cheia de historinhas envolvendo beijos, bitocas e beijoqueiros:

1. 10% do mundo simplesmente não beija

     Pois é. A gente sabe que parece errado isso aí, mas é verdade. Vamos aos fatos: a Ilha de Mangaia, que também é a ilha mais antiga do Oceano Pacífico, só foi saber o que era beijar em 1700, quando os ingleses chegaram com a novidade.
     A verdade é que mesmo agora, em 2014, há 10% da população mundial que simplesmente não beija. Há muitos motivos para isso: em algumas áreas do Sudão, por exemplo, as pessoas não beijam porque acreditam que a boca é a janela da alma. Beijar seria, portanto, uma forma de ter suas almas roubadas.

2. Como o beijo se espalhou pelo mundo

     A ciência ainda não tem certeza a respeito de como começou essa história de beijo. Não se sabe nem mesmo se foi uma coisa de instinto ou se foi algo que se aprendeu com o passar do tempo. Há, contudo, algumas teorias a respeito.
     A primeira delas não tem muito a ver com romance, já que alguns cientistas acreditam que o beijo foi inventado por mamães que, na tentativa de ajudar seus filhos, mastigavam a comida e a repassavam a eles.
     O beijo romântico foi citado pela primeira vez na Suméria, a civilização mais antiga do mundo. O beijo também está presente na poesia do Egito Antigo e até mesmo o livro de Gênesis, na Bíblia, menciona um beijo.



3. Não somos os únicos

     Outros animais além de nós, humanos, também costumam trocar beijos. É o caso dos chimpanzés, que trocam beijinhos depois de uma briga. Há diversos estudos que já comprovaram que outros primatas têm o costume de beijar. E, além deles, vale falar das suricatas e dos elefantes, que também beijam e demonstram afeto.

4. Benefícios

     Que beijar é bom, você já sabe, mas o ato em si traz muitos benefícios à saúde de quem beija. Se por um lado é meio nojentinho imaginar a troca de bactérias que acontece durante o beijo, vale saber que isso melhora seu sistema imunológico. Então tudo bem. Sem crise.
     Além disso, beijar ajuda a manter a limpeza dos dentes, já que a saliva extra que fica na sua boca acaba ajudando a matar algumas bactérias desnecessárias. É hipertenso? Pois então beije na boca, afinal o ato diminui a pressão arterial.



5. A primeira impressão...

     É aquela história: só há uma chance para causar uma boa primeira impressão. E o mesmo vale para o beijo. Estudos comprovam que quando o primeiro beijo não é bom, 59% dos homens e 66% das mulheres perdem o interesse logo de cara.
     Outro estudo, feito agora com mais de mil estudantes, revelou que as mulheres querem beijar mais do que os homens, especialmente antes da hora H. E você sabe por que beijar é fisicamente bom? Acontece que nossos lábios têm muitas terminações nervosas que acabam nos causando a sensação de bem-estar quando beijamos.

6. Recordes

     Atualmente o casal que mais passou tempo se beijando no mundo foram os tailandeses Ekkachai e Laksana Tiranarat. Os dois ficaram aos beijos por longas 58 horas, 35 minutos e 58 segundos! Haja fôlego, hein!
     O recorde anterior pertencia a Andrea Sarti e Anna Chen, que ficaram grudados por 31 horas e 18 minutos. Eles pararam de se beijar porque estavam quase desmaiando. Anna acabou a prova com uma máscara de oxigênio, mas os dois ganharam US$ 12.700, dinheiro que foi usado no casório dos pombinhos.
     Uma pessoa normal, que não fica mais de 30 horas beijando o namorado, beija o equivalente a duas semanas durante a vida. É bastante, hein! E tem mais: uma hora de beijo queima 1.560 calorias.



7. A química da coisa

     Quando uma pessoa diz que “tem que rolar química”, ela está certa. Tem mesmo. Quando você está beijando, seu cérebro libera uma substância chamada dopamina, que nada mais é do que um hormônio poderoso que afeta a mesma área do cérebro estimulada pelo uso de cocaína.
     A dopamina pode provocar sensações extremas de desejo e ânsia. Sem falar nos outros sintomas, como falta de sono, falta de apetite e aumento nos níveis de energia. Quando você beija alguém que está com você há muito mais tempo, seu cérebro passa a liberar oxitocina, uma substância que tem a ver com a sensação de relaxamento.
Bônus
     Você sabia que tem gente com fobia de beijar? A filemafobia, como também é conhecida, é o medo extremo de beijar ou ser beijado. Há muitas explicações para isso: desde o medo excessivo de bactérias até traumas mais sérios envolvendo abusos.
     Geralmente as pessoas com filemafobia lutam para entender por que sentem aversão ao beijo, afinal beijar é visto como uma atitude tão normal que não gostar disso pode gerar desconforto psicológico e social.

Fonte: Megacurioso

Olha o vento!







Vinho e exercícios físicos fazem bem para o coração




        Beber vinho e fazer exercício físico tem alguns benefícios para a saúde em geral e para o coração em particular. Saiba tudo sobre o assunto.
     Por Regina Di Ciommo, Mestrado e Doutorado em Sociologia pela UNESP, pós-doutorado em Recursos Naturais e colaboradora do site Plano de Saúde.
     O vinho é produzido por fermentação do suco de uma grande variedade de uvas maduras, inteiras ou esmagadas.
     As uvas fermentam, por sua constituição, sem necessidade da adição de açucares ou outros elementos. As frutas que também fermentam dão origem a vinhos de frutas, que não pode ser confundido com o vinho de uvas.
     A história do vinho é muito longa e parece ter origem há 6.500 anos A.C., na Grécia e em Roma. Nos territórios da atual Turquia ou Irã o vinho apareceu no ano 6.000 A.C.
     O vinho desempenhava papel importante nas religiões, com papel central nas cerimônias religiosas judaicas e cristãs. Na Grécia e Roma antigas, o deus Dionísio e o deus Baco, eram os deuses do vinho e das celebrações.
Os benefícios de beber vinho
     Muitos estudos, realizados nos últimos 30 anos, mostraram que o consumo de vinho evita as doenças do coração, mantendo o colesterol em níveis normais. Cardiologistas recomendam o consumo moderado de vinho, como por exemplo, duas taças diariamente, podem ajudar a manter elevado o colesterol bom, o HDL.
     Desde o final da década de 70, as pesquisas mostraram que os compostos amigos do coração são os flavonoides, presentes no vinho, que agem no fígado, inibindo a síntese de colesterol. Os flavonoides são antioxidantes e desaceleram os processos de envelhecimento.
     No entanto, desde essa época a American Heart Association (Associação Americana do Coração) já avisava que para prevenir doenças cardíacas a melhor atitude é ter uma dieta saudável e fazer exercícios físicos regularmente.
     Em uma abordagem abrangente da saúde, o vinho não pode ser utilizado como única estratégia para a proteção do coração. Sua ingestão deve ser discutida entre o paciente e seu médico, como recomenda nos EUA a Associação Americana do Coração.
     Doenças cardiovasculares são provocadas e agravadas por fatores de risco, como tabagismo, diabetes e hipertensão. São fatores que são alterados pelo consumo do vinho, que atua nos índices relacionados ao colesterol.
     Na produção dos vinhos tintos, extraídos das cascas das uvas, há centenas de substâncias químicas, que podem estar relacionadas com os efeitos benéficos do vinho tinto. Já os vinhos brancos têm as cascas de suas uvas desprezadas, não contendo os mesmos elementos.
     É o que originou a discussão sobre a existência do fator protetor apenas nos vinhos tintos. Mas há estudos que tentam verificar se esse efeito benéfico é derivado do álcool e estaria presente em todas as bebidas alcoólicas.
     Se os efeitos benéficos do vinho estiverem especificamente presentes no vinho tinto, então também o suco de uva tem o efeito cardioprotetor, pois ambos têm a mesma origem, ou seja, a casca das uvas vermelhas.
     Nos países onde existe o hábito de consumir uma ou duas taças de vinho diariamente, como na França, Itália, Portugal e Espanha, verificou-se uma menor incidência de problemas cardiovasculares, apesar da existência do tabagismo e sedentarismo. Essa é uma observação que há décadas vem sendo feita.
     Como tudo o que se relaciona à saúde, a moderação é necessária também quando se trata de ingerir o vinho, pois o excesso leva à embriaguez. A presença de açúcar pode contraindicar o seu uso por diabéticos.
A pesquisa apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia
     Longe de ser um fato que acaba com um mito, como vem sendo divulgado pela mídia, a pesquisa apresentada durante o Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, realizada no início de setembro de 2014, em Barcelona, apenas confirma que o vinho precisa estar associado a exercícios físicos.
     O estudo, desenvolvido por cientistas da República Checa, afirma que, para os sedentários, apenas ingerir vinho não protege o coração. A pesquisa também esclareceu que, para proteger das doenças cardiovasculares, tanto o vinho tinto como o branco têm o mesmo potencial, agindo sobre o colesterol HDL (colesterol bom).
     Sobre os pacientes da pesquisa que se exercitaram, o resultado foi positivo, aumentando o HDL e diminuindo o colesterol LDL (colesterol ruim), o que gera placas de gordura nas artérias e em consequência, as doenças cardiovasculares. 
     A pesquisa concluiu que combinar consumo moderado de vinho e exercício melhoram a condição do equilíbrio lipídico e colesterol, protegendo contra doenças cardiovasculares.
     Fica como sugestão para pesquisas posteriores, aprofundar este assunto, medindo qual a efetiva contribuição do vinho e qual o papel do exercício com ele combinado, para que se saiba a real importância da ingestão de vinho na proteção do coração.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Prêmio Nobel de Física de 2014 vai para os criadores do LED azul


     A Real Academia Sueca de Ciências divulgou, nesta terça-feira (7), os vencedores do Nobel de Física de 2014. O prêmio foi concedido aos pesquisadores japoneses Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura em reconhecimento à criação de uma tecnologia que já faz parte do nosso dia a dia: o LED azul.
     O LED (Light Emitting Diode) surgiu nos anos 1960, mas o seu uso se intensificou nas últimas duas décadas. Se você observar o interior de sua casa, por exemplo, verá que vários aparelhos possuem estes diodos: TVs, modems, forno de micro-ondas, entre outros. Perceba, no entanto, que quase todos contam com LED vermelho ou verde.
     Em meados de 1990, Akasaki, Amano e Nakamura tiveram sucesso no uso de nitreto de gálio para a criação de um tipo LED que emite luz azul. Este era um feito bastante esperado porque, com aprimoramentos (aplicação de uma camada de fósforo, por exemplo) ou em combinação com LEDs de outras cores, o novo diodo possibilitaria a geração de luz branca.
     Graças ao aperfeiçoamento da tecnologia, LEDs já são amplamente utilizados em painéis de TVs e monitores, por exemplo. Mas o efeito mais visível está, de fato, na viabilização de lâmpadas de LED emissoras de luz branca.
     De modo geral, lâmpadas do tipo são vantajosas por três razões: iluminam mais, têm maior durabilidade e, principalmente, gastam menos energia quando comparadas às lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
     É verdade que lâmpadas de LED também são mais caras, mas o maior tempo de vida útil e a economia de energia proporcionada tendem a compensar o preço mais elevado. Além disso, com a popularização do produto, dá para esperar por valores um pouco mais convidativos nos próximos anos.
     Não há dúvidas de que o trio mereceu a premiação. A Real Academia Sueca de Ciências vê até um contexto social na invenção: “a lâmpada de LED é uma grande promessa para o aumento da qualidade de vida de mais de 1,5 bilhão de pessoas ao redor do mundo que não têm acesso às redes de eletricidade – graças ao baixo consumo, pode-se alimentá-la com energia solar local”.
     Em virtude do prêmio, Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura dividirão uma bolada de 8 milhões de coroas suecas, valor equivalente a pouco mais de US$ 1 milhão.

Fonte: ExtremeTech

Beleza rabiscada







Conheça o Android 5.0 Lollipop (Pirulito) - novos recursos e mais bonito


     O Google acaba de anunciar o lançamento da mais nova versão do Android: é o Lollipop, e ele é lindo. Além da interface de usuário baseada no Material Design, o Android 5.0 também traz vários recursos novos.
     O Android Lollipop será disponibilizado para o Nexus 4, 5, 7, 10 e para dispositivos Google Play Edition “nas próximas semanas”, de acordo com o Google. Por sua vez, a Motorola vai atualizar o Moto X (1ª e 2ª gerações), Moto G (1ª e 2ª gerações), Moto G 4G, Moto E e a linha Droid Ultra/Maxx/Mini lançada nos EUA. As outras fabricantes ainda não se manifestaram.
Mais versátil
     O Google descreve o Lollipop como “a maior e mais ambiciosa atualização do Android”. A empresa diz que ele é bastante flexível e quer que ele se destaque em múltiplas plataformas.
     A nova versão do Android chega ao mesmo tempo em três dispositivos Nexus projetados pelo Google – o Nexus 6, Nexus 9 e Nexus Player – mas o sistema operacional foi feito para rodar bem em dispositivos básicos com 512 MB ou mais. Isso começou no KitKat, e vai continuar: as melhores características do Material Design devem funcionar em smartphones mais simples. Isso garante que enormes mercados emergentes, como China e Índia, não percam o melhor do Lollipop.
Mais seguro
     O sistema operacional também é muito sintonizado com a era pós-Snowden, e já vem com criptografia ativada por padrão. Ele também permite alternar entre perfis de usuário no mesmo smartphone; até então, o recurso só existia em tablets Android. Isso é algo bacana para os pais que querem deixar o filho usar o smartphone, sem deixá-los ter acesso a seus dados pessoais.
     Você pode até mesmo fixar uma tela específica para que outra pessoa possa acessar esse conteúdo e nada mais. Finalmente, o novo recurso Android Smart Lock permite desbloquear seu dispositivo com um smartwatch, com o carro, ou até mesmo usando expressões faciais.
Mais flexível
     O Android Lollipop também não decepciona quando o assunto é personalização. A tela de bloqueio agora reúne notificações com um nível de controle impressionante. Você pode escolher quais apps e pessoas podem gerar notificações: dessa forma, você não será interrompido por um colega qualquer, mas saberá quando sua mãe entrar em contato. Isso se chama Priority Mode e pode ser ativado com o botão de volume.
     As notificações agora aparecem como cards, na parte superior da tela e você pode realizar ações diretamente nela, como responder a uma mensagem. E quando você estiver jogando, ligações não vão mais pausar o jogo: elas aparecem como uma notificação na tela.
Mais conectado
     O Lollipop é projetado para facilitar a alternância entre um dispositivo Android e outro. Por exemplo, você pode começar a assistir a um filme em um tablet Nexus e continuar de onde parou em um smartphone Nexus. Esse tipo de experiência vai funcionar também com o Nexus Player, primeiro dispositivo com Android TV.
Mais bonito
     Temos ainda o Material Design, que padroniza e simplifica a interface de usuário no Android, mas também tem uma abordagem inovadora sobre como o design deve funcionar em diferentes dispositivos. O Material Design cria várias camadas de informação com animações, sombras e efeitos, criando uma tridimensionalidade para ser tão útil em um smartwatch quanto em um tablet.
     Também há outras novidades que o Google discutiu em junho: a runtime ART para acelerar o desempenho de apps; APIs para criar apps com recursos gráficos melhores; e o modo Battery Saver, que aumenta a duração da sua bateria em até 90 minutos quando ela estiver acabando

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Emissora de televisão de Sobral já transmite com sinal digital


     A NordesTV, emissora sobralense filiada ao SBT, está transmitindo com sinal digital, em fase experimental de testes, desde o dia 22 de setembro último. A emissora transmite os programas produzidos pelo SBT, em SDTV e HDTV através do canal 39 UHF e no 48.1 UHF virtual. A NordesTV foi a primeira emissora a entrar no ar com a nova tecnologia em Sobral. No dia 26 de setembro a emissora realizou a primeira transmissão 100% digital no debate entre os candidatos a governador do estado para Sobral e região, no Teatro São João. A transmissão digital está em fase de implantação também em Fortaleza e em algumas cidades cearenses que recebem o sinal da NordesTV.
     Para sintonizar o canal digital em HD, basta fazer uma busca automática no menu do seu televisor, isto se o seu aparelho suportar TV digital. Caso seu televisor não tenha suporte à TV digital, você terá que adquirir um conversor. 

Eu estaciono feito um idiota














Google vai ligar Brasil aos Estados Unidos por cabo submarino de fibra ótica


     Se havia dúvidas da importância da América Latina para o Google, agora não há mais: na tarde da quinta-feira, 9/10, a companhia surpreendeu ao anunciar que irá construir um cabo submarino de fibra óptica para interligar a região aos Estados Unidos.
     Para ser mais exato, o cabo conectará Boca Raton, na Flórida (sul dos Estados Unidos), às cidades de Fortaleza (CE) e Santos (SP). Segundo o Google, a rede terá mais de 10 mil quilômetros de extensão depois de concluída.
     O sistema será construído e gerido por um consórcio que, além do Google, inclui as operadoras Algar Telecom (atuante no Brasil) e Antel (Uruguai). A Angola Cables, companhia angolana especializada em sistemas de fibra óptica, também fará parte do grupo.
     A proposta é um tanto quanto óbvia: melhorar a infraestrutura de telecomunicações da região. Segundo a Algar, a rede será formada por seis pares de fibra óptica que, juntas, oferecerão capacidade de transmissão de pelo menos 64 Tb/s (terabits por segundo).
     Não é de se estranhar a atenção dada à América Latina: segundo estimativas do Google, a região registra, atualmente, quase 300 milhões de usuários online. Como este número cresce rapidamente, é preciso adicionar capacidade à infraestrutura para garantir qualidade e segurança nas comunicações.
     O custo do projeto está calculado em US$ 400 milhões, aproximadamente. O Google não revelou quanto irá desembolsar, ao contrário de Algar e Antel: US$ 60 milhões e US$ 73 milhões, respectivamente.
     O consórcio espera que a rede fica pronta até o final de 2016.

domingo, 19 de outubro de 2014

O fascismo cresceu, insuflado pela imprensa


     Vale a pena ler a reflexão de Paulo Moreira Leite, sobre a agressividade crescente de alguns grupos contra outros cidadãos brasileiros, por preconceito contra quem pensa (e vota) diferente de você.
     Agressividade e fascismo insuflados pela mídia.
     O discurso do ódio da mídia já criou até mesmo um terrorista.
     Até onde isso vai?
     Pouco se fala disso na mídia brasileira, porque ela sempre tentou vender a imagem de que a imprensa é apenas irmã da democracia.
     Sim, é irmã, mas é também a traidora e a carrasca.
     A imprensa vive traindo a democracia e apoiando a ditadura e o fascismo.
   Todos os movimentos fascistas tiveram início na imprensa, inclusive o brasileiro, que culminou no golpe de 64.

     O FASCISMO À ESPREITA NA RETA FINAL

     18 de outubro de 2014 - por Paulo Moreira Leite, em seu blog.

    Atos de violência e intimidação são resultado previsível de uma política de criminalização da política e dos políticos
     Na quinta-feira, quando Dilma teve uma queda de pressão no SBT, um médico gaúcho usou o twitter para mandar essa “#%&!##”chamar um “médico cubano.”
     (Dois dias antes, ao sair do carro no estacionamento da TV Band, para o debate anterior, a presidente foi recebida pelos gritos de um assessor parlamentar adversário. Ouviram-se coisas como “vaca”, “vai para casa…”)
     No Rio, o cronista Gregório Duvivier passou a receber diversos tipos de ameaça depois que publicou um texto onde deixou clara sua preferência por Dilma.
     Agressores avançaram sobre o escritor Enio Gonçalves Filho, blogueiro com momentos de boa inspiração — e que é cadeirante — quando ele se dirigia ao Churrasco dos Desinformados, na Praça Roosevelt. Enio se dirigia a um protesto para responder ao comentário de Fernando Henrique Cardoso sobre a vantagem de Dilma nos estados do Nordeste (“O PT está fincado nos menos informados, que coincidem de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT. É porque são menos informados,” disse FHC).
No meio do caminho, três sujeitos avantajados tentaram obrigar Enio a tirar sua camisa vermelha — ele é petista — e chacoalhavam sua cadeira de rodas.
     Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra dentro da corrida presidencial. Com o título de “Dignidade Médica”, as postagens do grupo pregam “castrações químicas” contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um “holocausto” contra os eleitores de Dilma.
     Eleições apertadas, que envolvem projetos políticos distintos, podem gerar conflitos entre eleitores que chegam a lembrar torcidas de futebol. Mas estamos assistindo a uma situação diferente: ações agressivas destinadas a dar suporte a uma ideologia política de exclusão e negação de direitos elementares.
     A maioria dos estudiosos costuma ligar a emergência do ódio político, sentimento que está na base dos movimentos fascistas, a situações de crise econômica, quando a maioria das pessoas não enxerga uma saída para suas vidas nem para suas famílias. Embora a economia brasileira tenha crescido pouco em 2014, ninguém definiria a situação do Brasil como catastrófica.
     Ao contrário do que ocorria na Europa dos anos 20 e 30, que viu nascer os regimes de Benito Mussolini e Adolf Hitler, o Brasil não se encontra numa situação de superinflação nem de desemprego selvagem. A média dos últimos quatro anos de inflação é a segunda mais baixa da história do IBGE — numa linha que vai até 1940.
     O desemprego é o menor da história e continua caindo. Nada menos que 123 000 novos postos de trabalho foram criados em setembro 2014. É inegável que ao longo dos anos ocorreram avanços na distribuição de renda, no combate a desigualdade, na ampliação dos direitos das maiores que passavam excluídas pela historia.
     A intolerância de 2014 tem origem política e tem sido estimulada pelos adversários do PT e Dilma. Procura-se questionar a legitimidade de suas decisões e rebaixar moralmente os eleitores os apóiam.
     Em 2006, quando Lula foi reeleito, um ano e meio depois das denúncias de Roberto Jefferson, o Estado de S. Paulo publicou uma reportagem tentando sustentar que “a aceitação da corrupção na política está mais presente entre os eleitores de baixa renda.”
     Ao fazer pesquisas que associavam valores morais aos anos de educação formal de um cidadão, o estudo A Cabeça do Brasileiro sugeria que a baixa escolaridade — condição da maioria da população — tornava a parcela menos educada da população mais vulnerável ao “jeitinho” e outras práticas condenáveis.
     Procurando entender a origem do fascismo nas primeiras décadas do século passado, Hanna Arendt deixou lições que podem ser úteis para o Brasil de 2014.
     Hanna Arendt usava uma expressão interessantíssima — “amargura egocêntrica” — para definir a psicologia social dessas pessoas que integravam movimentos de vocação fascista. Ela escreveu: “a consciência da desimportância e da dispensabilidade deixava de ser a expressão da frustração individual e se tornava um fenômeno de massa.”
     É sempre interessante recordar um levantamento feito em 2011 pelo instituto Data Popular. Entrevistando 18 000 cidadãos na parte superior da pirâmide de renda, o DataPopular descobriu que:
55,3% concordam que deveria haver produtos para ricos e pobres
48,4% concordam que a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população
62,8% concordam que estão incomodados com o aumento das filas
49,7% concordam que preferem frequentar ambientes com pessoas do seu nível social
16,5% concordam que pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em alguns lugares
26,4 % concordam que o metrô aumenta a circulação de pessoas indesejáveis na região em que moram
17,1% concordam que todos os estabelecimentos deveriam ter elevadores separados.
     A intolerância e o ódio cresceram no Brasil com uma consequência inevitável de um movimento destinado à criminalização da política e dos políticos — em particular do Partido dos Trabalhadores, nascido para ser “aquela parede protetora” das classes assalariados e dos mais pobres, para usar uma expressão de Hanna Arendt. Pela destruição das barreiras de classe, que permitem distinguir um partido de outro, os interesses de uns e de outros, firmou-se o conceito de que nossos homens públicos são autoridades sem escrúpulo e bandidos de alta periculosidade, sem distinção, descartáveis e equivalentes, “não apenas perniciosas, mas também obtusas e desonestas, ” como escreveu a mestra.
     As atitudes agressivas e tentativas de humilhação nasceram durante o julgamento da AP 470, no qual se assistiu a um espetáculo seletivo de longa duração. Enquanto os acusados ligados ao PT e ao governo Lula eram julgados em ambiente de carnaval cívico-televisivo, num espetáculo transmitido e estimulado por programas de TV, os acusados do PSDB, envolvidos nos mesmos esquemas, dirigidos pelas mesmas pessoas — e até com mais tempo de atividade — foram despachados para tribunais longe da TV, a uma distancia de qualquer pressão por celeridade. Sequer foram julgados — embora a denúncia seja anterior.
     Há outros componentes no Brasil de 2014. A referencia sempre odiosa aos médicos cubanos que respondem pelo atendimento de brasileiros que nossos doutores verde-amarelos não têm a menor disposição de atender, revela o casamento do preconceito com um anticomunismo primitivo, herança viva da ditadura de 1964. Permite ao fascismo recuperar o universo Ame-o ou Deixe-o, assumir-se como aliado da ditadura sem dizer isso de forma explícita.
     O progresso social dos últimos anos ajudou a criar ressentimento de camadas de cima que se veem ameaçadas — — em seu prestígio, mais do que por outra coisa – em função do progresso dos mais pobres, essa multidão despossuída que na última década conseguiu retirar uma fatia um pouco mais larga do bolo da riqueza do país.
     Em 2010, a vitória de Dilma Rousseff foi saudada em São Paulo por um grito no twitter: “Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”, escreveu uma estudante de Direito. Três anos mais tarde, ela foi condenada um ano e cinco meses de prisão, mas teve a pena transformada em prestação de serviços comunitários.
     “O que perturba os espíritos lógicos é a indiscutível atração que esses movimentos exercem sobre a elite “, escreveu Hanna Arendt.
     Richard Sennet, um dos principais estudiosos das sociedades contemporâneas, definiu o ressentimento como a convicção de que determinadas reformas em nome do povo “traduzem-se em conspirações que privam as pessoas comuns de seu direito e seu respeito.” Os benefícios oferecidos aos mais pobres resultam em insegurança e insatisfação por parte dos cidadãos que estão acima das políticas sociais dirigidas às camadas inferiores, explica Sennet, para quem essas pessoas tem o sentimento de que o governo “não conhece grande coisa de seus problemas, apesar de falar em seu nome.”
     Mas quais seriam estes problemas? Hanna Arendt falou em “amargura egocêntrica.”
   Na década de 1950, poucas medidas de Getúlio Vargas despertaram o ódio de seus adversários como a decisão de aumentar o salário mínimo em 100%. Pouco importava que esse número se baseasse na inflação do período anterior, de inflação altíssima. A questão é que, com um salário desses, um operário da construção civil poderia ganhar o mesmo que um militar de baixa patente e outros funcionários públicos — e isso era inaceitável num país onde o trabalho de um pedreiro era visto como a herança da escravidão.

     O fim da história nós sabemos.

(Texto e foto extraídos do blog Tijolaço)