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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Descoberto botão “reset” do relógio biológico


     Segundo uma nova pesquisa científica, cientistas descobriram botão de reset do relógio biológico do corpo, podendo originar novas terapias.
     Andar de avião, trabalhar por turnos e passar noites em boates são algumas das coisas que podem alterar o ciclo diário do nosso corpo, ou ritmo circadiano.
     Ao longo dos anos, os cientistas lentamente foram montando os componentes dos nossos "relógios biológicos" que impulsionam esses ritmos, e agora temos um bom entendimento de como elas estão coordenados.
     Agora, os cientistas descobriram que há efetivamente um "botão de reset" em ratos, o que poderá, eventualmente, ajudar os pesquisadores a desenvolver novos tratamentos que corrijam os desequilíbrios entre o meio ambiente e os nossos relógios internos do corpo.
     Os ritmos circadianos são alterações mentais e comportamentais fisiológicas que seguem um ciclo de aproximadamente 24 horas, que são ditadas principalmente por mudanças na luz no ambiente. Essas oscilações são conduzidos por grupos de moléculas interagindo no corpo, que são conhecidas coletivamente como relógios biológicos.
     É o trabalho de um pacemaker mestre, localizada no cérebro, que coordena e regular esses relógios para garantir que o corpo está em sincronia. Soube-se há algum tempo que este "relógio mestre" é um conjunto de neurônios numa região chamada núcleo supraquiasmático (SCN), no entanto, os cientistas não sabiam se ao alterar a maneira que essas células se ativam poderiam mudar a forma como ele opera.
     Agora, pesquisadores da Universidade de Vanderbilt demonstraram que é realmente possível controlar o relógio, alternando seletivamente populações de células, efetivamente imitando a atividade diurna e noturna. A fim de manipular a atividade desses neurônios, os pesquisadores usaram uma técnica sofisticada conhecida como optogenética.
     A técnica envolve a inserção de genes que codificam proteínas sensíveis à luz em populações distintas de células, criando um feixe de neurônios que respondem à luz de uma certa maneira. Em seguida, após a implantação de uma fibra óptica para o cérebro, os cientistas foram capazes de utilizar lasers para estimular (ligar) ou inibir (desligar) estas células.
     Conforme descrito na revista Nature Neuroscience, os pesquisadores descobriram que, ao estimular artificialmente os neurônios do SCN, eles foram capazes de manipular os ritmos de sono/vigília do rato, como se acertassem o relógio mestre. Isto foi particularmente interessante, porque o trabalho anterior sugeria que a atividade de disparo destas células era apenas uma saída da atividade do relógio.
     Atualmente esta abordagem exata ainda não está pronta para uso humano, de acordo com Michael Tackenberg, autor do estudo, mas os cientistas já estão fazendo progressos no que diz respeito à utilização da optogenética como terapia nos seres humanos.

Fonte: iflscience
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