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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Acessório para smartphone faz testes de HIV em 15 minutos


     Smartphones são dispositivos tão versáteis que podem ser aplicados em uma variedade imensa de áreas, inclusive medicina: pesquisadores da Universidade de Columbia criaram um pequeno dispositivo que, quando ligado ao conector dos fones, transforma o celular em um equipamento capaz de auxiliar no diagnóstico de doenças infecciosas, como AIDS e sífilis.
     O funcionamento é simples: basta que uma única gota de sangue seja colocada em uma lâmina que, no passo seguinte, é encaixada no dispositivo. O aplicativo correspondente identifica o paciente e, na sequência, coordena todas as fases do teste. O resultado sai em 15 minutos.
     Com o uso dos reagentes químicos adequados, a invenção é capaz de realizar praticamente todas as funções mecânicas, ópticas e eletrônicas do teste Elisa, um dos tipos mais utilizados atualmente para auxílio no diagnóstico de AIDS. Mas, enquanto equipamentos laboratoriais dedicados podem exigir investimentos de mais de US$ 18 mil, o acessório em questão custa apenas US$ 34.
     É neste ponto que vem a inevitável pergunta: um dispositivo tão barato como este fornece resultados confiáveis? Sob a liderança do professor Samuel K. Sia, é o que a equipe responsável pelo projeto vem tratando de descobrir.
     Para tanto, os cientistas foram até Ruanda, país com elevado índice de contaminação com HIV, e testaram o dispositivo em 96 pacientes.
     Na avaliação geral, os resultados foram quase tão precisos quanto aqueles realizados por equipamentos tradicionais: os pesquisadores constataram sensibilidade (capacidade de indicar corretamente a doença) de 92% a 100% e especificidade (capacidade de excluir corretamente não infectados) de 79% a 100%.
     É claro que a ideia aqui não é permitir que você compre o acessório e faça os testes por si só. O projeto está sendo desenvolvido para auxiliar equipes de saúde que atuam em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura, como é o caso de Ruanda. “Nós sabemos que o diagnóstico precoce e o tratamento de mulheres grávidas pode reduzir as consequências adversas em mães e bebês”, exemplifica Sia.
     A adoção em larga escala do dispositivo depende de mais testes, obviamente. Financiamento para as próximas etapas já há: entre as entidades que apoiam o projeto está o governo da Noruega e a Fundação Bill e Melinda Gates.

Fonte: Reuters

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