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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Do monofônico ao 7.2 - A evolução dos sistemas de som domésticos


          Ao comprar um home theater ou outro aparelho de som, nos deparamos, muitas vezes, com sistemas de áudio de números 2.0, 2.1, 5.1 e até mesmo 7.1. Eles se referem à quantidade de canais de áudio que derivam do dispositivo. Essas configurações determinam a qualidade da experiência do ouvinte com o áudio reproduzido. A fidelidade ao conteúdo sonoro original varia de acordo com esses padrões.


     O primeiro sistema sonoro criado foi monofônico. Nesse modelo, todas as informações de áudio são registradas em um mesmo canal, mesmo o aparelho podendo ter várias caixas ligadas a ele. Todas elas, no entanto, emitem o mesmo conjunto sonoro, fato que diminui a noção espacial do som original, pois não é possível distinguir de onde vem cada elemento.



     Com a formalização, em 1957, do sistema estereofônico, também chamado 2.0, ocorreu uma grande evolução na reprodução de música no mundo inteiro. O novo sistema apresentava duas fontes sonoras distintas (esquerda e direita), dividindo, assim, o áudio em dois. Era possível, por exemplo, reproduzir uma guitarra somente no canal esquerdo e uma bateria no canal direito.
     Ainda hoje, a maioria dos aparelhos de reprodução adota o sistema estereofônico, por mais que o cinema e home theaters venham, a cada dia, tomando mais espaço, com novos canais de áudio à disposição. Entretanto, para o ouvinte comum, os padrões 2.0 e 2.1 ainda são recomendados pelo excelente custo-benefício. Fone de ouvido de boa qualidade ou caixas de som para PC dispõem, por exemplo, dessa configuração.
     Mas o que esses números significam?
   Antes de ir além, cabe definir a diferença entre os sistemas 2.0 e 2.1, por exemplo. O número antes do ponto representa o número de canais de áudio comuns disponíveis no aparelho. Já o número à direita do ponto indica os subwoofers, caixas especialmente fabricadas para reproduzir frequências extremamente graves (em geral, de 20Hz a 200Hz).

O 5.1 e a revolução comercial



     Com a evolução na reprodução de áudio e consequente implementação no cinema, o som 5.1, que tem suas origens em experimentos feitos durante a década de 1970 e 1980, foi ganhando forma. Era possível ligar cinco canais de áudios distintos, aumentando a sensação de um ambiente sonoro real para o ouvinte. Dessa forma, ele consegue perceber, por exemplo, a sensação de sons de tiros vindo de trás, sussurros da direita e um cavalgar da esquerda, por exemplo. Como já explicado, o 5.1 ainda conta com um subwoofer para reprodução de frequências mais graves.
     Em geral, a disposição das caixas se dá de forma que o ouvinte fique no “centro” de uma região que recriará o espaço sonoro do filme. Uma caixa a sua frente, uma de cada lado (direita e esquerda) e duas (direita e esquerda) um pouco atrás, além do subwoofer, que pode ser colocado em diversos pontos. A imagem a seguir ilustra uma forma de posicionamento clássico do sistema 5.1.
     Dessa maneira, em uma cena em que um trem passa pelos trilhos de um lado para outro, é possível, mesmo de olhos fechados, acompanhar a movimentação do maquinário, observando a passagem do som da direita para a esquerda, de uma caixa para outra. O objetivo dessa distribuição de áudio é recriar uma contextualização sonora que nossos ouvidos, em uma situação real, conseguiriam captar com maestria natural.
     Cabe lembrar que para usufruir o 5.1 e derivados, é necessário ter um aparelho com potência correspondente ao tamanho de sua sala. O cômodo precisa ser grande o suficiente para posicionar as caixas de maneira satisfatória, pois os alto-falantes laterais devem ficar a cerca de um metro de distância da televisão e do ouvinte.
     O home theater é indicado, então, aos aficionados por filmes e que gostariam de uma experiência mais fidedigna da ficção. O barateamento desse sistema de som possibilitou levar toda a qualidade sonora para dentro de casa, com sistemas de som 5.1, 7.1 e até 7.2, com dois subwoofers para aumentar ainda mais a pressão oriunda de frequências mais graves.
     Em média, um conjunto 5.1 satisfatório custa em torno de R$ 900. Já o 7.1, além de exigir uma sala bem grande para o posicionamento correto das caixas, sai pelo preço médio de R$ 2.700.

Fonte: Tectudo
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