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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cientistas fazem órgão se desenvolver em camundongos pela primeira vez


     Órgãos artificiais ou desenvolvidos em laboratório despontam como a esperança da medicina para diminuir as filas de transplantes. E se um órgão pudesse ser criado dentro do corpo, exatamente no lugar de um que tenha sido extirpado? Um estudo realizado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, alimenta esta possibilidade.
     Os responsáveis pela pesquisa, cujo resultado foi publicado recentemente na Nature, fizeram um timo se desenvolver dentro de um camundongo. O timo, vale lembrar, é um órgão linfático localizado perto do coração. Sua função é produzir linfócitos T, células que ajudam o organismo a combater agentes invasores, como vírus e bactérias.
     Para o feito, os cientistas coletaram células de um embrião de rato e as “reprogramaram” geneticamente para que elas, assim que implantadas no corpo de um camundongo adulto, começassem a se transformar nas células do timo.
    Provavelmente, nem o mais otimista dos pesquisadores da equipe esperava por um resultado positivo tão prontamente: as células se desenvolveram ao ponto de formar um timo completo e funcional, ou seja, produtor de linfócitos T.
     A pesquisa pode ajudar na criação de tratamentos eficazes para crianças que nasceram com timo defeituoso ou idosos que perderam a função do órgão por conta da idade avançada, por exemplo.
     Mais empolgante é a possibilidade de o estudo abrir portas para a substituição de órgãos doentes mais críticos, como fígado, rins e pâncreas. Quanto a isso, os pesquisadores mostram-se esperançosos, mas extremamente cautelosos.
     Primeiro porque o timo é muito mais simples que os órgãos mencionados. Segundo porque a pesquisa, até o momento, se limitou ao organismo de camundongos. Além disso, é necessário estudar as implicações no longo prazo. Os cientistas ainda não sabem, por exemplo, se as células do órgão podem continuar se multiplicando ao ponto de facilitar o surgimento de tumores.
     De qualquer forma, para uma pesquisa que dá os primeiros passos, este é realmente um ótimo começo.

Fonte: BBC
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