Humanos sentem empatia por robôs


     Pesquisadores da Universidade de Duisburg, Alemanha, conduziram um experimento que comprovou o que todo mundo que assistiu Star Wars e ficou triste quando R2D2 tomou um tiro, já sabe: Humanos se preocupam com o bem-estar de robôs.
     Indo mais além, quem assistiu os filmes do Herbie simpatizou com um Fusca, com um mínimo de expressões “faciais”. Não tem jeito, somos ótimos em antropomorfizar coisas. Seja Excalibur, Ferroada, o General Lee ou a USS Enterprise, criamos relações pessoais com nossas coisas, e se a coisa conversa de volta conosco, não há como não gostar e respeitar.
  Mesmo assim, ciência demanda experimento, e foi feito. Quarenta voluntários testemunharam pesquisadores lidando com robôs-dinossauros. Em uma ocasião com afeição, em outro de forma violenta.
     Indicadores psicológicos foram analisados, depois ressonâncias magnéticas funcionais examinaram o cérebro dos voluntários, e as áreas ativas eram as mesmas que se acendiam quando testemunhavam um humano ou animal sofrendo abuso.
       Para nossa mente um robô “sofre” e não gostamos disso.
    Claro, há humanos que não estão nem aí para o sofrimento alheio, principalmente de grupos distintos do seu, então a ideia mostrada em Battlestar Galactica das prisioneiras cilônias serem barbaramente barbarizadas torturadas escorneadas não é tão alienígena assim. Fazemos isso com outros humanos por professarem a religião errada, então acabaremos fazendo com máquinas.
     Talvez esse estudo sirva de consolo aos futuros combatentes robôs torturados em nossas guerras vindouras. Sentiremos empatia por eles, os torturaremos, mas não por serem robôs, e sim por serem tão iguais a nós.

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