O Roberto Nireno


      Esta foi o Zezinho Ponte que me contou:  Maynardo Ponte frequentava o consultório dentário do Dr. Afrânio, afamado cirurgião dentista de Sobral. Um dia, na sala de espera, Maynardo aguardava consulta e então chega o Sr. Roberto Nireno para aguardar sua vez e senta-se ao lado do Maynardo. Nireno estava bem tranquilo quando percebe que Maynardo estava armado. Ao ver uma parte do cabo do revólver que ele trazia na cintura, Nireno, morto de medo, levanta-se, abre a porta da sala do Dr Afrânio e diz: “Doutor, lembrei que tenho um compromisso e só vou poder vir amanhã” e se manda. No dia seguinte, volta no mesmo bat horário e dá de cara novamente com o Maynardo que, por sacanagem, coloca todo o cabo da arma à vista. Nireno não conta pipoca, repete a mesma desculpa para o doutor e foge como o diabo da cruz. No dia seguinte Nireno não aparece no consultório então Maynardo resolve infernizá-lo em sua própria casa. Pega o carro e passa na frente da casa do Nireno. Vendo que Nireno estava bem tranquilo sentado numa cadeira na calçada, para o carro na frente dele, saca a arma, aponta na direção dele e faz “pou”. Nireno levanta-se e corre para dentro de casa da cor de goma. No dia seguinte, Maynardo volta à casa de Nireno e repete a brincadeira, só que sem a arma. Ele aponta só os dedos para ele o que já foi suficiente para o coitado fugir apavorado. Isto repetiu-se por vários dias e Nireno já estava com os nervos em frangalhos até que um dia, Nireno soube da notícia que Maynardo sofrera um ataque cardíaco e falecera. Nireno corre ao consultório do Dr. Afrânio, abre meia porta da sala do doutor e diz: “Doutor, o homem morreu”. E com as mãos postas e as bilas dos olhos voltadas para o céu diz:” GRA-ÇAS A DEUS, GRA-ÇAS A DEUS”

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