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O Blog do Bega

Sobral, onde a luz fez a curva.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Netflix - pirataria ajudou serviço a se consolidar


     A gente está mais do que careca de saber que a disseminação da internet nas últimas duas décadas mudou o comportamento padrão do consumidor de mídia. Antes resignado a depender da TV e Home Video, o usuário hoje está inserido numa realidade em que tudo o que deseja está na rede, basta saber procurar um pouco ou caso esteja disposto a pagar, assinar um serviço de streaming.
     Por muito tempo, entretanto a Locadora não foi somente a norma (e ainda é, de certa forma), mas a única opção possível para não ter que depender dos meios tradicionais até a consolidação do streaming. Mas para o CEO da Netflix Reed Hastings a pirataria foi fundamental para o sucesso não só de seu serviço como do formato de distribuição em si.
     Nós sabemos que para cada um que prefere assinar o Netflix para ter uma vida descomplicada, há uns 10 que não abrem mão dos torrents mesmo tendo que virar a internet atrás da melhor resolução, arquivos com seeders o bastante, legendas decentes e por aí vai. Mesmo séries exclusivas não são imunes, House of Cards foi pirateada a rodo e com Sense8 não está sendo diferente.
     A questão é a seguinte: para Hastings a distribuição de vídeos de forma ilícita criou no usuário o costume de consumir mídia na internet; este abriu mão da TV, locadoras tradicionais e de comprar mídias físicas em prol de uma forma mais simples e rápida — e porque não, gratuita — de assistir o que quiser.
     E como a Netflix se beneficiou disso? Utilizando a máxima defendida por Gabe Newell há anos: a pirataria se vence com serviços melhores e não com repressão. O serviço se oferece como uma forma “mais simples e imediata do que ir atrás de um torrent”, com legendas automáticas, sincronização automática com todos os seus dispositivos, compatibilidade com inúmeras plataformas e etc. Só pela comodidade muita gente considera que R$ 17,90 por mês é um valor mais do que justo para não ter que esquentar a cabeça.
     Claro que muita gente não pensa assim, preferindo continuar com o escorpião no bolso e continuando fiel à Locadora. Opções alternativas como o balde de pipoca e sua variante educativa têm surgido nos últimos tempos, mas eu prefiro pensar que Netflix e similares são um formato que deve se expandir cada vez mais no futuro. O que incomoda é a chamada balconização, mas aí não temos muito o que fazer a respeito.

Fonte: Extreme Tech.
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