Homem volta à vida após 40 minutos morto
Colin Fielder, um
australiano de 39 anos, teve um ataque cardíaco, o que não é lá muita sorte,
mas a coisa começou a mudar quando na ambulância perguntaram qual hospital ele
queria ir. Como nem o Princeton Plainsboro, nem o Sacred Heart Teaching
Hospital eram opções, ele escolheu o Hospital Alfred, em Melbourne. Faz
sentido, Alfred é especialista em remendar sujeitos de meia-idade estropiados.
No caminho a condição piorou, no hospital
o ataque se tornou uma parada cardíaca. Procedimentos normais (que NÃO incluem
desfibrilador, isso é coisa de filme) foram tentados. Colin não respondia.
“Vamos Colin, reaja! Você
nunca desistiu de nada nessa vida!”
Em seguida daria vários tapas até que
Colin reagiria, arqueando a cabeça e sugando o vital para seus pulmões, com os
amigos em volta admirados. Mas isso não aconteceu.
Os médicos resolveram tirar do armário um
equipamento experimental que está sendo testado no Hospital Alfred. O hospital
está experimentando dois protocolos de ressuscitação, um envolvendo uma máquina
de massagem cardíaca automática e outro um coração-pulmão artificial portátil.
A ideia é manter a oxigenação do cérebro
do sujeito E a viabilidade do músculo cardíaco, enquanto as causas da parada
são identificadas e corrigidas, seja via cateterismo, administração de drogas,
cristais, tudo.
A parada cardíaca de Colin foi diagnosticada,
tratada e revertida depois de 40 minutos, quando literalmente em qualquer outro
hospital do mundo ele sairia daquela mesa morto. O Alfred é o único a testar
esses protocolos e técnicas. O SUS da terra onde sabem o que é uma faca de
verdade está planejando expandir para outros hospitais da região de Melbourne.
Idealmente seria pro mundo inteiro, mas temos que gastar dinheiro com outras
prioridades, senão não estaremos prontos pra Copa.
O mais legal é que Colin nem foi o
primeiro. Outros três já foram salvos pela técnica, um dos pacientes inclusive
ficou clinicamente morto por uma hora.
Veja a máquina em ação:
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