Será que alguma dia o homem criará robôs inteligentes?
A ideia de criar robôs inteligentes tem acionado a imaginação humana por décadas. Porém, o quanto temos progredido no sentido de sermos capazes de criar um robô inteligente?
Para entender onde estamos agora, temos
que voltar cerca de vinte anos, a um tempo em que a pesquisa de inteligência
artificial estava em crise. Rodney Brooks, um professor de Engenharia Elétrica
e Ciência da Computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, escreveu
um documento marcante em 1990, afirmando: "A pesquisa sobre Inteligência
Artificial fracassou em um mar de pequenas empresas e incrementalismo. Mas...o
que deu errado?"
O problema, como Brooks via, era que o
tipo de pesquisa inspirada por Alan Turing (teste de inteligência artificial
famoso) tinha atingido um beco sem saída. O teste de Inteligência Artificial de
sistemas de computadores de Turing, que levou décadas de esforços para sua elaboração,
embasava-se no "pensamento", resolvendo problemas de lógica com foco
no "mar de símbolos", como Brooks colocou, que foram aceitos para
embasar a inteligência. Estes sistemas poderiam embaralhar e classificar
informações com velocidade vertiginosa, dando-lhes a aparência de inteligência
ao realizar determinadas tarefas abstratas (como jogar xadrez). Mas quando se
tratava de "senso comum" de inteligência - do tipo que confiar ao
selecionar um livro de uma estante, distinguir um gato de um cão ou um rock de
um jazz, ou segurar um copo de água sem deixá-lo cair ou esmagá-la - esta simbologia,
o conceito Turing de Inteligência Artificial não conseguia lidar.
A melhor alternativa para a Inteligência
Artificial estava tomando um rota, como Brooks chamou. A primeira ordem do
negócio: esqueçamos a ideia de construção de cérebros que podem resolver
problemas lógicos. Em vez disso, foquemos na construção de corpos que podem
lidar e responder ao mundo físico. Em outras palavras: construir robôs.

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